Empresa de ônibus investigada por elo com o PCC mantém operações, diz Nunes
Eventuais decisões sobre intervenção ou rompimento de contrato dependerão da notificação oficial e da análise jurídica do caso
São Paulo|Do Estadão Conteúdo
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A Prefeitura de São Paulo afirmou que a operação dos ônibus da empresa Transunião seguirá normalmente mesmo após a deflagração da Operação Última Parada, que investiga a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte público da capital.
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a administração acompanha o caso e garantiu a manutenção do serviço.
“Estamos acompanhando o desdobramento da operação ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã”, disse.
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A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, e pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil.
A investigação mira supostos esquemas de lavagem de dinheiro e uso de empresas de ônibus para ocultação de patrimônio, além do cumprimento de mandados de prisão e busca em diferentes cidades do estado.
Nunes também citou que a Prefeitura já adotou medidas em situações semelhantes envolvendo outras empresas do setor e não descartou novas ações caso haja determinação dos órgãos competentes.
Segundo ele, eventuais decisões sobre intervenção ou rompimento de contrato dependerão da notificação oficial e da análise jurídica do caso.
Em nota, a SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) e a SPTrans reforçaram que a operação da Transunião segue sem interrupções e que a frota continua atendendo normalmente as linhas sob responsabilidade da empresa.
A gestão municipal destacou ainda que aguarda notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e adotar as providências necessárias.
A Operação Última Parada também prevê bloqueio de bens e afastamento de dirigentes da empresa, mas a Prefeitura afirma que, até o momento, não houve alteração na operação do sistema de transporte.
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