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Empresa diz que ônibus trafegava a 41 Km/h no momento do acidente em rodovia

São Paulo|Do R7

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A União do Litoral, proprietária do ônibus que tombou nesta quarta-feira, 8, na Rodovia Mogi-Bertioga, litoral de São Paulo, informou que o tacógrafo do veículo registrou 41 Km/h no momento do acidente e que a máxima permitida na Rodovia é de 60 Km/h.

A empresa informou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que o coletivo havia passado por manutenção preventiva há 15 dias e por todas as vistorias de órgãos fiscalizadores, como a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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A companhia negou que o veículo de prefixo 4.900 trafegasse em alta velocidade. "Isso seria difícil, já que o trecho era de serra e trafegar em alta velocidade traria riscos", destacou por meio da assessoria de imprensa.

De acordo com a companhia, a velocidade máxima permitida na Rodovia é de 60 Km/h e o tacógrafo do coletivo teria registrado 41km/h no momento da tragédia. "Mas temos que aguardar a perícia para saber as reais causas do acidente".

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A União do Litoral não soube precisar quantos alunos havia no coletivo. "Até o momento, chegamos a 32 pessoas. Quarenta e seis é a capacidade do ônibus", informou.

'Motorista exemplar'

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A transportadora também negou que teria ocorrido uma discussão entre o motorista e os estudantes, situação que chegou a ser cogitada por alguns dos sobreviventes.

Ademir Pedralli, pai de um estudante que teve ferimentos graves e permanecia internado no Hospital Santo Amaro no Guarujá, disse ter ficado sabendo que uma estudante discutiu com o motorista do ônibus minutos antes do acidente. Ela teria reclamado que o condutor estava em alta velocidade.

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"Na hora do acidente não tinha neblina nenhuma (na rodovia). Segundo os alunos dos outros ônibus, esse ônibus estava em uma velocidade tremenda, tinha até uma moça que reclamava muito com o motorista e (dizia) que ele corria muito. Eles entraram até em discussão", disse o pai, em entrevista a Rádio Estadão.

Segundo parentes de estudantes, o condutor Antonio Carlos da Silva, que morreu no acidente, costumava "correr muito" e fazer ultrapassagens perigosas. "A pasta profissional do motorista é exemplar e não há nenhuma reclamação de alunos. Inclusive, alguns alunos de outras linhas irão prestar uma homenagem a ele com um minuto de silêncio", comentou a empresa.

A União do Litoral informou que acionou a seguradora, que está providenciando o sepultamento das vítimas, além de apoio médico para o caso de tratamentos especializados e transferências hospitalares.

Perícia

Em Bertioga, o delegado Fábio Pierre, que iniciou as investigações sobre as causas do acidente, afirmou que será "difícil" realizar a perícia no ônibus por causa do estado de destruição do veículo.

"Mesmo assim, vamos tentar periciar a barra de direção e o sistema de freios. Não descartamos também a possibilidade de o motorista ter dormido ao volante. Nenhuma hipótese será descartada e vamos montar este quebra-cabeças", destacou Pierre.

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