Enquanto era torturada, manicure pedia para alguém buscar filhos na escola
Ane Kelly dos Santos sofreu por cerca de três horas nas mãos dos criminosos
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral

Nas cerca de três horas em que era torturada, a manicure Ane Kelly Santos, 26 anos, demonstrou preocupação com os filhos. No vídeo gravado pelos torturadores, ela pede que alguém busque as crianças na escola.
— Liga para alguém buscar minhas crianças na escola?
Ane Kelly foi encontrada morta em Barueri, na Grande São Paulo, no último domingo (11), depois de passar por uma sessão de tortura realizada por um grupo de cinco pessoas — dentre elas, a vizinha Renata Fonseca da Silva, 27 anos, acusada de ser a mandante do crime.
A informação inicial dada pela polícia era de que o crime tinha sido motivado pelo furto de um pacote de bolachas na casa de Renata. Em depoimento, porém, um dos suspeitos confessou que planejou o crime porque desconfiava que a vizinha tinha roubado R$ 27 mil dele.
Na gravação, Renata diz a Ane Kelly que estava ansiosa pelo que faria com a manicure.
— Quase não dormi essa noite esperando chegar a hora de vir te encontrar. Estava ansiosa para te encontrar.
A manicure estava desaparecida desde o dia 24 de abril. Segundo a polícia, Ane Kelly foi abordada por Renata na porta da casa dela, em Carapicuíba, também na Grande São Paulo. A vizinha chegou a pedir que a vítima fosse à padaria, dando início à emboscada.
O corpo de Ane Kelly foi encontrado em um terreno baldio. A investigação policial aponta que ela foi jogada viva em um buraco feito na terra. Lá dentro, ela recebeu o golpe fatal de um dos torturadores.
Na última sexta-feira (8), o delegado do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) recebeu uma filmagem da tortura de forma anônima. Os investigadores já conseguiram prender três criminosos.
No cativeiro, a polícia encontrou as cordas usadas no crime, alicantes e um saco de sal.
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Além de Renata, foram presos Jacson Nunes Pereira, de 21 anos, e Valmir Lima de Oliveira, de 27 anos. Pereira confessou o crime. A jovem foi torturada por três horas antes de ser morta, como conta o delegado Zacarias Tadros, responsável pelo caso.













