Entenda a nova lei de regularização de imóveis da Prefeitura de SP

Mudança que regulamenta casas, prédios residenciais, comerciais e edificações deve impactar 2 milhões de pessoas. Entenda como vai funcionar

Bruno Covas sanciona lei que regulariza imóveis em SP

Bruno Covas sanciona lei que regulariza imóveis em SP

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo – 16.10.2019

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, sancionou nesta quarta-feira (16) uma lei que regulariza imóveis em São Paulo que ficariam irregulares até pelo menos 2024.  "É um processo mais simples e menos burocrático, todo o sistema vai ser digital, semelhante ao do Imposto de Renda. Na medida em que as informações condizem com o que o sistema pede, já será processada [a regularização]", afirma César Azevedo, secretário de licenciamento.

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A estimativa da prefeitura é que cerca de 600 mil imóveis sejam regularidos com a modalidade automática e 150 mil com as modalidades declaratória e comum. "Conseguimos ampliar a projeção de imóveis beneficiados na cidade de São Paulo. A última lei de anistia beneficiou menos de 25 mil imóveis em São Paulo. A lei foi o mais ampla possível para beneficiar o maior número possível de famílias", afirmou o prefeito Bruno Covas. 

Veja abaixo as principais dúvidas sobre a nova lei:

O que é?
Uma nova legislação, sancionada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, para reduzir a burocracia dos proprietários e melhorar o planejamento urbano da cidade.

Quando começa a valer?
A partir de 1º de janeiro de 2020.

Para quem vale?
Para edificações construídas até a publicação do Plano Diretor Estratégico, em 31 de julho de 2014.

Como será feito?
A regularização será dividida em três modalidades.

Como funciona a automática?
Acontecerá sem a necessidade de solicitação por parte do proprietário. É direcionada a casas de baixo e médio padrão, ou seja, casas simples ou conjuntos com valor venal igual ou inferior a R$ 160 mil e que contavam com isenção total no cadastro de IPTU de 2014.

Ocorrerá fiscalização sobre modalidade automática?
A prefeitura não colocará mais fiscais nas ruas. A administração municipal afirmou que irá apostar na tecnologia do sistema

Como funcionará a regularização declaratória?
Será aplicada em edificações com área construída de até 1.500 m². Fazem parte dessa modalidade imóveis residenciais verticais e horizontais com até 10 m² e 20 apartamentos, locais de culto, prédios mistos, escolas, escritórios, padarias, mercados e salões de beleza

Como é o processo?
O proprietário deve protocolar de forma eletrônica o formulário de regularização com os documentos exigidos, que são: matrícula do imóvel, planta assinada por um profissional habilitado.

Como saber se o profissional habilitado assinou informações verdadeiras?
Quando for constatado que algum profissional forneceu informações falsas, o alvará será cassado.

Como funciona a modalidade comum?
Destina-se às edificações com área superior a 1.500 m². A certificação é emitida a partir de documentos assinados por um profissional habilitado e após análise da prefeitura. Todos os processos serão realizados de forma eletrônicas.

Como será o sistema?
Será digital e semelhante ao sistema utilizado pelo Imposto de Renda. As informações preenchidas serão automaticamente processadas pelo sistema e verificadas.

Quais as vantagens da lei?
Os proprietários poderão vender, transferir ou alugar imóveis com mais segurança e obter financiamento imobiliário e fazer inventários e testamentos.

Quais as vantagens para comerciantes e empreendedoras?
Facilidade para obter licença para funcionamento, venda, transferência e aluguel. Além disso, hospitais, igrejas e escolas poderão realizar reformas e ampliações.

Quem não será impactado pela lei?
O plano de regularização não inclui obras em terrenos públicos, imóveis com ações judiciais por obras irregulares, em represas, lagos, córregos, galerias e linhas de transmissão de energia.

Arte / R7