São Paulo Estudante da USP é expulso por fraudar cotas raciais e sociais

Estudante da USP é expulso por fraudar cotas raciais e sociais

Jovem ainda poderá recorrer no processo contra decisão da universidade. Ele não poderá se matricular na instituição pelos próximo cinco anos

  • São Paulo | Guilherme Padin, do R7

Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra

Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra

Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress - 26.06.2020

Um estudante da USP (Universidade de São Paulo), do curso de relações internacionais, foi expulso da instituição por fraudar cotas raciais e sociais. O aluno Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra. Ele falhou, porém, em comprovar a alegação.

Segundo a universidade, não foi possível constatar as características fenotípicas a respeito da autodeclaração de PPI (pretos, pardos e indígenas), grupo do qual Cardoso alegou ser parte. A invalidação da matrícula, aprovada pelo IRI (Instituto de Relações Internacionais), tomou como base o não atendimento do critério social e dos requisitos necessários para o preenchimento da vaga.

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A decisão foi unânime no julgamento – o primeiro por fraude em cotas da história da universidade –, que culminou na expulsão de Cardoso. O jovem ainda poderá recorrer no processo contra a decisão da universidade.

Pelo regimento da USP, ele não poderá realizar nova matrícula na instituição pelos próximos cinco anos.

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A reportagem tentou contato com Braz Cardoso Neto, mas não obteve resposta até a publicação do texto.

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