Estudante da USP é expulso por fraudar cotas raciais e sociais
Jovem ainda poderá recorrer no processo contra decisão da universidade. Ele não poderá se matricular na instituição pelos próximo cinco anos
São Paulo|Guilherme Padin, do R7

Um estudante da USP (Universidade de São Paulo), do curso de relações internacionais, foi expulso da instituição por fraudar cotas raciais e sociais. O aluno Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra. Ele falhou, porém, em comprovar a alegação.
Segundo a universidade, não foi possível constatar as características fenotípicas a respeito da autodeclaração de PPI (pretos, pardos e indígenas), grupo do qual Cardoso alegou ser parte. A invalidação da matrícula, aprovada pelo IRI (Instituto de Relações Internacionais), tomou como base o não atendimento do critério social e dos requisitos necessários para o preenchimento da vaga.
Veja também: Festival apresenta produção literária de autores negros de SP
A decisão foi unânime no julgamento – o primeiro por fraude em cotas da história da universidade –, que culminou na expulsão de Cardoso. O jovem ainda poderá recorrer no processo contra a decisão da universidade.
Pelo regimento da USP, ele não poderá realizar nova matrícula na instituição pelos próximos cinco anos.
Veja também: MPF pede ao governo ações para combate à covid em terra indígena
A reportagem tentou contato com Braz Cardoso Neto, mas não obteve resposta até a publicação do texto.
















