Estudante da USP é expulso por fraudar cotas raciais e sociais

Jovem ainda poderá recorrer no processo contra decisão da universidade. Ele não poderá se matricular na instituição pelos próximo cinco anos

Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra

Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra

Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress - 26.06.2020

Um estudante da USP (Universidade de São Paulo), do curso de relações internacionais, foi expulso da instituição por fraudar cotas raciais e sociais. O aluno Braz Cardoso Neto alegou que era pardo, de baixa renda e de ascendência negra. Ele falhou, porém, em comprovar a alegação.

Segundo a universidade, não foi possível constatar as características fenotípicas a respeito da autodeclaração de PPI (pretos, pardos e indígenas), grupo do qual Cardoso alegou ser parte. A invalidação da matrícula, aprovada pelo IRI (Instituto de Relações Internacionais), tomou como base o não atendimento do critério social e dos requisitos necessários para o preenchimento da vaga.

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A decisão foi unânime no julgamento – o primeiro por fraude em cotas da história da universidade –, que culminou na expulsão de Cardoso. O jovem ainda poderá recorrer no processo contra a decisão da universidade.

Pelo regimento da USP, ele não poderá realizar nova matrícula na instituição pelos próximos cinco anos.

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A reportagem tentou contato com Braz Cardoso Neto, mas não obteve resposta até a publicação do texto.