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Estudantes da USP aprovam fim da greve após quase dois meses

Movimento visava melhorias no PAPFE e nas condições dos restaurantes e moradias universitárias

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudantes da USP decidiram encerrar a greve iniciada em 14 de abril após assembleia geral.
  • Assembleias individuais dos cursos ainda votarão sobre o fim da paralisação em suas unidades.
  • A greve buscava melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil e nas condições dos restaurantes e moradias universitárias.
  • A proposta de reajuste da USP foi considerada insuficiente pelos estudantes, que pediram um aumento maior.

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Assembleias individuais dos cursos ainda votarão pelo encerramento da paralisação em suas unidades Marcelo Oliveira/RasPress/Estadão Conteúdo - 13.05.2026

Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) aprovaram, durante assembleia nesta segunda-feira (8), a recomendação para o encerramento da greve que começou no dia 14 de abril.

O próximo passo são as assembleias individuais dos cursos, que votarão pelo encerramento ou não da paralisação em suas respectivas unidades.


Nos últimos dias, alunos de faculdades como direito, escola politécnica e medicina já tinham encerrado a greve, enfraquecendo o movimento.

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Levantamento da Reitoria da USP apontava que 19 unidades estavam com alguma paralisação, enquanto outras 24 já tinham retomado as atividades.


A greve busca melhorias no PAPFE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil), nas condições dos restaurantes universitários e das moradias do Conjunto Residencial da USP.

A paralisação, que também critica a política orçamentária da universidade, contou com a adesão de professores.


Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril. Liderado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), o movimento acompanhou a mobilização de servidores, que também cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.

Os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação; já os estudantes decidiram manter a greve.


A principal demanda é o reajuste do PAPFE, que atualmente oferece benefícios que vão de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral.

A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340.

A proposta, no entanto, foi considerada insuficiente pelos estudantes, que defenderam um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Além disso, os estudantes criticavam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário, conhecido como “Bandejão”, a moradia estudantil e a situação do HU (Hospital Universitário), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou em entrevista ao Estadão que nunca se recusou a negociar e que o movimento de alunos teve como objetivo atingir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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