Logo R7.com
RecordPlus
‌

Ex-mulher de diretor de frigorífico nega participação no crime

Giselma Magalhães disse que apenas o meio-irmão dela é o responsável pela morte

São Paulo|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Giselma (foto) teria pedido ajuda ao meio-irmão para matar o ex-marido
Giselma (foto) teria pedido ajuda ao meio-irmão para matar o ex-marido ADRIANO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO

Giselma Carmem Campos Magalhães negou, durante seu julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda nesta quinta-feira (26) que tenha mandado matar o ex-marido e diretor-executivo de um frigorífico, Humberto Magalhães, em 2008. Frente a um plenário composto por 70 pessoas, Giselma afirmou que a acusação contra ela, de ser a mandante do crime, é falsa e que o meio-irmão, Kairon Vaufer Alves, também réu no processo, teria cometido o crime sozinho.

— Ele acabou com a minha vida. Eu tinha uma vida muito boa, carro novo prestes a trocar. Fiquei a pé por muito tempo depois daquilo. Hoje eu moro de aluguel.

‌

A sua versão dos fatos foi completamente oposta à apresentada por Kairon, interrogado antes dela. Segundo o meio-irmão, Giselma o procurou pedindo ajuda para matar o ex-marido, porque tinha muito ciúmes das mulheres com quem ele se envolvia e não aceitava que Humberto a abandonasse depois de tudo o que construíram juntos -— os dois ficaram casados por 20 anos.

Kairon, então, teria sido designado por Giselma a encontrar alguém para matar Humberto Magalhães. "Ela me manipulou", disse.

‌

— Eu tinha acabado de sair da cadeia, tinha mulher e filho pequeno e achei que, quando ela foi me procurar, fosse para me ajudar.

Leia mais notícias de São Paulo

‌

Filho depõe contra mãe no caso de diretor de frigorífico morto

Kairon confessou participação no crime e ainda pediu desculpas à família de Humberto.

‌

— Estou muito arrependido do que fiz, tenho vergonha. Gostaria de pedir desculpas aos familiares e amigos de Humberto porque essa é uma dor que nunca cicatriza.

A mãe de Humberto, que assistia ao interrogatório, baixou a cabeça e ficou emocionada.

Entenda

O Ministério Público diz que Giselma planejou a morte do ex-marido junto com seu irmão por parte de mãe, Kairon, que confessou ter participado da morte. Kairon contratou dois homens para tirar a vida de Humberto e, na noite de 4 de dezembro de 2008, o empresário foi executado com dois tiros perto de sua casa, no bairro da Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O motoqueiro Paulo dos Santos e o mandante Osmar Gonzaga Lima já foram julgados e condenados a 20 anos de prisão cada um.

Resumo

Cinco testemunhas de acusação e duas de defesa foram ouvidas no Fórum da Barra Funda em dois dias de julgamento. O filho mais novo de Giselma e Humberto, Carlos Eduardo Campos Magalhães, depôs contra a mãe e disse não ter dúvidas de sua culpa. O filho mais velho, Marcus Vinícius Campos Magalhães, testemunhou a favor da mãe.

O conselho de sentença, formado por quatro mulheres e três homens, decidirá sobre a culpabilidade ou não dos réus após os debates entre a Promotoria e a Defesa.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.