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Exame indica restos de pólvora em mão de menino morto por PM

Resultado ainda não é conclusivo para determinar se a criança atirou durante perseguição

São Paulo|Do R7

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Ítalo morreu com um tiro no rosto após bater o carro que dirigia
Ítalo morreu com um tiro no rosto após bater o carro que dirigia

A perícia encontrou restos de pólvora e chumbo na mão de Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, o menino de dez anos morto durante uma perseguição policial na zona sul de São Paulo, no último dia 2. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O resultado do exame residuográfico pode ajudar a polícia a descobrir se o menino realmente atirou contra os policiais durante a fuga. No entanto, o laudo não é conclusivo. Segundo delegados do DHPP (Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa), bastaria encostar a arma recém utilizada nas mãos da criança para influenciar os resultados.


O amigo de Ítalo, de 11 anos, que sobreviveu à ação, deu três versões para o que aconteceu. Na primeira, gravada em vídeo pelos policiais envolvidos na ocorrência, o menino disse que ele e o amigo furtaram um carro de um condomínio, na Vila Andrade, e foram perseguidos pela PM. O garoto de 10 anos dirigia e atirava contra os policiais. Quando o veículo bateu, ele ainda fez um último disparo e foi morto no revide.

Na segunda versão, o menino afirmou que o amigo dirigia e atirava. Mas quando o carro bateu e parou, não houve tiroteio. O policial de moto chegou e atirou na cabeça do garoto. O sobrevivente saiu do carro, foi colocado no chão, levou um tapa e foi ameaçado pelos policiais.


No terceiro relato, durante depoimento à polícia no domingo (5), o menino afirmou que o amigo não estava armado e que o revólver foi plantado pelos policiais.

Testemunha diz que menino de 10 anos atirou em PMs antes de ser morto

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