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Falta de água põe até a Unicamp em sistema de rodízio

Universidade terá sistema de rodízio implantado, segundo a Sanasa

São Paulo|Do R7

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A falta de água atingiu na última sexta-feira (17) a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), um dos principais polos de ensino do País. Institutos, faculdades e órgãos diversos passarão a ter fornecimento no sistema de rodízio, conforme informou a Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento), a exemplo de outras 31 localidades. A indústria regional ainda estimou que a crise hídrica vai afetar 16 mil empresas na região e pode causar demissões em Campinas.

Lavanderia da Unicamp ficou fechada devido a crise hídrica
Lavanderia da Unicamp ficou fechada devido a crise hídrica

Os funcionários da DGA (Diretoria-Geral de Administração), área responsável por contratos da Unicamp, suspendeu o expediente e os funcionários foram dispensados às 15 h, segundo um funcionário que pediu para não ser identificado. Oficialmente, a Unicamp não falou das áreas afetadas, mas protocolou uma solicitação para a Sanasa pedindo que seja informada com antecedência dos cortes.


Segundo a Sanasa, o desabastecimento aconteceu das 9 h às 17 h e atingiu 137 mil habitantes em toda a cidade. A qualidade da água do rio Atibaia — responsável pelo abastecimento de 95% da população — está comprometida, o que exige manobras operacionais.

A assessoria de imprensa da universidade afirmou que apenas o Restaurante Administrativo, utilizado pelos alunos, passou o dia fechado. No entanto, estudantes relataram desabastecimento em outros locais. Aluno de letras, Maurício Gabriel dos Santos, de 21 anos, relatou surpresa com o desabastecimento.


— Todos no entorno do Ciclo Básico, além da moradia e do restaurante, tiveram problemas.

Indústria


Os cortes ainda afetam a economia local. Segundo o vice-presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado) de Americana e coordenador da Câmara Técnica da Indústria no Comitê do PCJ, Leandro Zanini, a crise hídrica vai reduzir a produção industrial.

O efeito dominó será causado pelas 85 grandes empresas da região que captam diretamente no sistema do rio Atibaia — incluindo o Polo Petroquímico de Paulínia. Essas estão consumindo apenas 43% da vazão outorgada. Segundo Zanini, "o problema é que não há mais água no rio e que essas empresas já atingiram o limite da eficiência na economia de água e agora não resta outra saída a não ser reduzir a produção".

Para evitar demissões, o Ciesp procurou o Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) para liberar poços para o uso das indústrias.

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