São Paulo Família diz ter identificado voz de 2ª suspeita da morte de Lucilene

Família diz ter identificado voz de 2ª suspeita da morte de Lucilene

Áudio da discussão entre a empresária e o companheiro em hotel de Porto Ferreira (SP) revelaria a existência de outra mulher no local do crime

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Polícia Civil acredita que ossada encontrada em rio é da empresária desaparecida

Polícia Civil acredita que ossada encontrada em rio é da empresária desaparecida

Reprodução/Record TV

A família da empresária Lucilene Maria Ferrari, de 48 anos, desaparecida e que possivelmente tenha sido morta na véspera do Natal do ano passado, em Porto Ferreira (SP), disse nesta sexta-feira (8) que acredita ter identificado a voz de uma segunda pessoa que teria participado do crime em um áudio da discussão entre a vítima e o companheiro, apontado como o principal suspeito. As informações são da Record TV.

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Márcia Ferrari, sobrinha da vítima, afirma que a gravação do sistema de monitoramento do hotel onde o casal morava - e que captou sons de gritos e pedidos de socorro de Lucilene durante a briga com o marido, último registro da empresária ainda viva - também mostra a voz de outra mulher no ambiente, provavelmente uma amante e comparsa de Vanderlei Menezes.

"Desde o começo, a gente percebeu que tem uma voz feminina naqueles áudios. A voz da minha tia é mais firme. A suspeita é de uma mulher envolvida", afirmou Márcia Ferrari, que sustenta a teoria pela qual o assassino necessariamente precisaria do auxílio de um comparsa.

Segundo a versão apurada pela Polícia Civil da cidade, a empresária teria sido morta após descobrir uma traição do companheiro, que foi detido por 60 dias durante as investigações, mas está livre e nega veementemente o envolvimento no crime.

Corpo no rio Mogi Guaçu

A Polícia Civil encontrou, na quinta-feira (7), uma ossada às margens do rio Mogi Guaçu que pertenceria à empresária. Características do corpo, já em avançado estado de decomposição, e uma peça de roupa seriam comprovações da identificação do cadáver.

O funcionário de uma olaria que funciona nas redondezas de onde o corpo foi encontrado contou que foi alertado por um motorista de caminhão sobre a ossada em um matagal.

"O corpo estava submerso, mas dava para identificar. Era um corpo de gente. O motorista estava no celular, desceu do caminhão e me chamou. A gente chamou a polícia. Só tinha a camiseta do lado. Mais nada. A camiseta seria de mulher", disse a testemunha.

Os restos mortais e o tecido serão examinados para confirmar a identificação do cadáver. No entanto, a família de Lucilene já teria reconhecido a vestimenta. "Será solicitado aos familiares a retirada de sangue para a comprovação do DNA", complementou o delegado Eduardo Henrique Palmeira Campos, responsável pelo inquérito.

"É uma dor tão grande que chega a rasgar a alma", desabafou Gisele, sobrinha de Lucilene, sobre o desfecho da história.

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