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Fluxo migratório do Paraguai para SP aumenta, diz estudo

Capital costuma receber bolivianos, coreanos, haitianos e africanos em busca de trabalho

São Paulo|Do R7

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Bolivianos, coreanos, haitianos e africanos são vistos hoje em São Paulo como as mais notórias populações de imigrantes que buscam espaço no mercado de trabalho, principalmente em setores de serviços e indústria têxtil no centro. Mas há um grupo, pouco conhecido, que vem se destacando entre aqueles que veem a cidade como oportunidade: os paraguaios.

Um estudo sobre imigração do Paraguai para São Paulo, feito para o Centro de Estudos Migratórios da Missão Paz, entidade que apoia recém-chegados à cidade, mostra que cidadãos paraguaios, que até o início dos anos 2000 buscavam melhores condições de vida na Argentina e na Espanha, mudaram o fluxo migratório para o Brasil.


"Os microdados do Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que a maior parte (50,3%) dos nascidos no Paraguai residentes na região metropolitana de São Paulo se estabeleceram depois de 2005. E dois a cada três paraguaios se mudaram para o Brasil após os anos 2000", informa estudo dos sociólogos Carlos Freire da Silva e Tiago Rangel Côrtes.

Haitianos e bolivianos passavam fome e trabalhavam até 15 horas por dia em São Paulo


Centro de acolhida para imigrantes é inaugurado em SP

O tema será debatido no Seminário Vozes e Olhares Cruzados, na sexta-feira, às 17h, no auditório da Missão Paz, na rua do Glicério, 225, na Liberdade. A Missão Paz abriga diariamente 110 pessoas na Casa do Migrante e atende imigrantes de cerca de 70 nacionalidades.


De acordo com Silva, dados do Consulado do Paraguai em São Paulo apontam ainda que há hoje na cidade entre 40 mil e 45 mil paraguaios, muitos deles trabalhando em oficinas de costura, um território que por anos vinha sendo ocupado principalmente por bolivianos.

— Pelos dados da imigração da Polícia Federal, os paraguaios são hoje a quarta maior população de imigrantes em São Paulo. [...] A grande questão, discutida na pesquisa, é que os paraguaios não são tão estudados como os demais grupos.


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Integração

Leo Ramírez, de 29 anos, é um exemplo dessa migração. Ele chegou ao Brasil com 18 anos para trabalhar como costureiro clandestino. Fez isso entre 2004 e 2010. Hoje, trabalha legalmente como funcionário do Consulado da Venezuela em São Paulo, onde vive com a mulher, também paraguaia — e com quem espera o seu primeiro bebê.

— Argentina e Espanha tinham atrativos para paraguaios, mas isso mudou.

Ramírez é um dos líderes da comunidade paraguaia paulistana. Convidado pelos autores da pesquisa para relatar sua experiência no estudo que será publicado na revista Travessia, da Missão Paz, ele é um dos organizadores de grupos culturais em São Paulo, como o de dança Acuarela Paraguaia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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