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Fluxo na Cracolândia diminui, mas só metade termina tratamento

São Paulo|Do R7

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Desafio da área da saúde, a Cracolândia foi alvo de inúmeras polêmicas no primeiro ano da gestão Doria. Após operação policial na área, em maio, o prefeito chegou a dizer que a Cracolândia havia acabado. Dias depois, anunciou a tentativa de buscar autorização judicial para fazer internações à força, o que acabou barrado. A Prefeitura de São Paulo optou, então, por fazer só internações voluntárias.

Hoje, segundo a Prefeitura, o chamado fluxo - concentração de usuários de droga - foi reduzido drasticamente, de 1.861 pessoas em abril para 414 em outubro. Moradores e comerciantes da área têm opiniões distintas sobre a operação. "O fluxo reduziu mesmo, não tem mais barracas e a feira livre de droga. Antes não dava nem para andar na rua", diz o comerciante José Martins, de 55 anos.

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Dona de uma pensão na Alameda Dino Bueno, Maria das Graças Bernardino, de 54 anos, tem percepção diferente. "Eles tiraram a Cracolândia da nossa porta para botar do nosso lado. A região continua degradada e ninguém quer frequentar. Minha pensão vive vazia."

Para Doria, como endereço, a Cracolândia acabou. "Ali (ao redor da Praça Júlio Prestes) ainda tem o consumo e tem o tráfico. Mas não tem uma área de domínio de facção criminosa como existia", disse ele.

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Em busca de ajuda

Quanto ao atendimento dos dependentes químicos, a gestão municipal diz que tem crescido o número de usuários que buscam tratamento. Em maio, no início do programa Redenção, eram 18 pacientes por dia. Hoje, são 27, segundo dados oficiais.

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Entre os que optam pela internação para desintoxicação, porém, só metade termina o tratamento de quatro semanas. Como as internações são todas voluntárias, o paciente pode sair quando quiser. Desde maio, 2.673 dependentes já foram internados pelo programa.

Coordenador do Redenção, o psiquiatra Arthur Guerra disse que o índice de cumprimento do tratamento já vem aumentando. "Em julho, 30% completavam o tratamento. Hoje o índice já é de 52% porque melhoramos as abordagens e as indicações de quem precisa ser internado, mas precisamos aprimorar ainda mais esses processos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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