Força-tarefa que investiga chacina em SP ouve colegas de cabo morto
Maior caso de morte em série do ano deixou 18 mortos e seis feridos em Osasco e Barueri
São Paulo|Do R7

Dois policiais militares que trabalhavam diretamente com o cabo Avenilson Pereira de Oliveira devem ser chamados no começo da semana para prestar esclarecimentos à força-tarefa que investiga a maior chacina do ano no ano. O crime ocorreu na noite da última quinta-feira (13) e deixou 18 mortos e seis feridos, em Osasco e Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
Pereira pertencia à Força-Tática do 42º Batalhão da PM de Osasco, que é um grupo treinado para ocorrências mais violentas com bandidos. Ele foi assassinado no dia 7 em um posto de gasolina da cidade, quando foi surpreendido por dois ladrões que assaltaram o local. A dupla usou a arma do policial para matá-lo. A principal suspeita das investigações é que PMs, com o objetivo de vingar a morte do colega, seriam os responsáveis pelas mortes em série.
Os suspeitos pela morte do policial foram identificados e estão sendo procurados. Thiago Santos Almeida, de 26 anos, e Wagner Rodrigues, de 27, tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça e são considerados foragidos.
Outras hipóteses para a chacina são a morte de um guarda municipal ou disputa por pontos de tráfico de drogas. Com os esclarecimentos dos dois colegas de Pereira, a força-tarefa espera conseguir traçar um perfil dele para tentar chegar a uma possível motivação para os crimes.
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A partir desta segunda-feira (17), policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Seccional de Osasco e da Corregedoria da PM começam a ouvir depoimentos de testemunhas e parentes das vítimas mortas. Se houver condições, os sobreviventes também serão ouvidos. O Ministério Público Estadual também vai acompanhar as investigações com o objetivo de agilizar eventuais pedidos à Justiça.
Duas testemunhas foram ouvidas já na noite de quinta-feira. No fim de semana, a Secretaria de Segurança Pública divulgou que o Instituto de Criminalística localizou um novo tipo de calibre nos projéteis encontrados nos locais das mortes: cápsulas de pistola .45. Os atiradores também utilizaram armas calibre .38, 380 e 9 mm.
Os policiais já têm novas imagens de câmeras de segurança que mostram as placas dos carros dos criminosos. Um trabalho de limpeza de imagem está tentando identificar as letras e números. Em alguns ataques, os mesmos atiradores que usavam máscaras apareceram com os rostos à mostra. O trabalho de identificação dos assassinos também já começou. O material não foi divulgado para não atrapalhar as apurações.
Os ataques começaram em Osasco, por volta das 20h30, e se concentraram nos bairros Jardim DÁvila, Munhoz Júnior e Rochdale. As últimas vítimas foram atacadas às 23h45 em Barueri, segundo registros da PM.
A polícia informou que dos 18 mortos, seis tinham ficha criminal. Em um dos locais, os atiradores perguntaram quem tinha passagem na polícia antes de executá-las. Desde sexta-feira, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que o policiamento fosse reforçado na região onde ocorreram as mortes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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