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Funcionários e familiares denunciam propina para liberar corpos de vítimas de desabamento de prédio

Segundo denúncia, funerária cobrou R$ 2.000 de cada família. Parente confirmou pagamento

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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Desabamento provocou a morte de dez pessoas e feriu outras 25
Desabamento provocou a morte de dez pessoas e feriu outras 25 Daia Oliver

Fontes ligadas ao IML (Instituto Médico Legal) central entraram em contato com a Agência Record para denunciar um esquema de propina no qual as famílias das vítimas no desabamento de um prédio na zona leste de São Paulo, na última terça-feira (27), tiveram que pagar R$ 2.000 para o transporte dos corpos.

Segundo a denúncia, o dinheiro foi cobrado pela funerária Paraíso, localizada em Santana de Parnaíba (SP).

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Nove dos dez corpos dos operários que morreram no desabamento receberam assistência da Paraíso.

Um dos parentes de uma das vítimas confirmou o valor pago. Segundo ele, a funerária “informou que o estado do corpo estava bem crítico e por isso precisavam dessa quantia”.

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Ele disse ter questionado o valor porque descobriu que a funerária Parnaíba, que retirou o corpo de Claudemir Viana de Freitas, não havia cobrado nada. — Precisei pedir ajuda de toda a família para conseguir a quantia.

Outro lado

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A Agência Record entrou em contato com a Salvatta Engenharia e uma das funcionárias disse que todas as vítimas que morreram no acidente tinham seguro. Esse seguro, segundo ela, cobriu apenas uma parte das despesas de velório e sepultamento. O voo que levou os funcionários foi pago pela Salvatta, ainda de acordo com a funcionária.

O R7 tentou contato com o advogado da Salvatta, mas ele não retornou a ligação até a publicação desta reportagem. 

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Na funerária Paraíso, uma funcionária informou que as famílias não precisaram pagar nada para a liberação dos corpos e que a Salvatta assumiu todos os custos, por meio da empresa Brasil Assistência. Porém, a funerária não podia informar valores porque a “a própria Salvatta pediu pra gente manter isso em off”.

De acordo com essa funcionária, a funerária Paraíso iria fazer o velório e sepultamento dos dez corpos, mas um deles, o de Claudemir, foi feito pela funerária Parnaíba porque um funcionário seria parente da vítima. 

Procurada, a assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) disse desconhecer a denúncia e que vai apurar o caso.

Ainda segundo a denúncia, o esquema foi feito com um funcionário do setor, com um corretor da seguradora e com a funerária. O dinheiro foi repartido entre eles. 

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