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Gestão Haddad reduz ronda escolar

Nas escolas, relatos são de abandono; traficantes oferecem drogas aos alunos nas ruas

São Paulo|Do R7

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Neste ano, foi registrada o menor número de rondas no centro
Neste ano, foi registrada o menor número de rondas no centro

A gestão Fernando Haddad (PT) esvaziou o programa de segurança escolar feita por GCMs (guardas-civis metropolitanos). Desde 2013, primeiro ano de Haddad à frente da prefeitura, guardas que monitoravam o entorno de escolas municipais de ensino fundamental, pré-escolas e creches têm sido deslocados para as outras atribuições, como policiamento florestal, acompanhamento do programa De Braços Abertos, na Cracolândia, e fiscalização do trânsito, entre outras funções. Neste ano, foi registrada o menor número de rondas de toda a gestão.

Nas escolas, os relatos são de abandono: moradores dizem que é comum ver traficantes oferecendo drogas aos alunos na frente das unidades. Bandidos usam facas e revólveres para roubar até crianças e os pais precisam apertar o orçamento para trocar o deslocamento a pé por transporte escolar. Mesmo nas escolas que ainda têm guarda, o efetivo é baixo e não trabalha todos os dias.

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Em 2013, 366 escolas eram atendidas pela ronda escolar. Neste ano, até junho, só 154 unidades eram contempladas por rondas da Guarda Civil, queda de 57,9%. Com a redução, o número de rondas (vezes em que uma unidade foi visitada) também caiu: em maio, dado mais atualizado, só 1.259 rondas foram feitas. No mesmo mês de 2013, foram 3.744 em toda a capital - diminuição de 66,3%, segundo dados obtidos pelo Estado.

Neste período, as atribuições da GCM se diversificaram. Foram criadas três inspetorias da guarda florestal, com um efetivo de 700 guardas-civis. Outros 250 guardas foram deslocados para o programa De Braços Abertos e 800 estão atuando no combate ao comércio informal, em substituição aos policiais militares que participavam da Operação Delegada.

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Além disso, desde setembro do ano passado, 80 guardas atuam com radares-pistola nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, usados para fiscalizar motos.

O governo municipal admite que houve diminuição do programa escolar, mas promete chegar a 300 unidades atendidas por 800 GCMs a partir de agosto. A justificativa é que houve aumento das atribuições da guarda sem ampliação do efetivo. O secretário municipal de Segurança Urbana, Benedito Mariano, também promete nomear 500 GCMs dos 2.000 aprovados em concursos em 2013. A prioridade será reforçar a ronda escolar.

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Para minimizar a falta de segurança, a Prefeitura tem oferecido aos guardas que fiquem em postos fixos nas escolas consideradas mais "problemáticas" nos dias de folga, o chamado "bico oficial".

O número de escolas com policiamento fixo aumentou — eram 52 unidades em 2013, ante 75 neste ano. Mas esta ação contempla parcela pequena da rede, que tem 1.424 unidades próprias e outras 2.025 conveniadas (administradas por entidades privadas). E há, no total, só 200 guardas nestes colégios - 3,3% do efetivo.

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Além disso, 553 escolas têm segurança privada, que cuida da preservação dos bens materiais, ao custo médio de R$ 15 mil por unidade, prioritariamente no período noturno. Nesta modalidade, os agentes não podem usar armas.

Para o presidente do Sindguardas-SP (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo), Clóvis Roberto Pereira, o principal motivo para o esvaziamento é a redução no efetivo.

— No final de 2004, tínhamos 6.183 GCMs e a principal atividade era o policiamento escolar. Hoje, são 6.005. Temos menor efetivo e muito mais atribuições. Você tem o cobertor curto e acaba priorizando uma coisa ou outra.

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