Granizo gigante destrói carro no interior de SP, e cidades têm alerta para tornado
Apesar dos danos materiais, a Defesa Civil do estado afirmou que não há relatos de feridos
São Paulo|Do Estadão Conteúdo
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A cidade de Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, foi atingida por uma forte chuva de granizo, na tarde de quinta-feira (10), que causou danos em veículos.
Um vídeo mostra as pedras de gelo caindo e se quebrando ao chegar ao chão. Em outras imagens, é possível ver que a tempestade deixou pelo menos 15 buracos no para-brisa de um carro, além do tamanho das pedras de gelo.
Apesar dos danos materiais, a Defesa Civil do estado afirmou que não há relatos de feridos.
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A Prefeitura de Presidente Epitácio suspendeu as aulas na rede municipal na noite de quinta-feira e em toda esta sexta-feira (11). A gestão municipal também cancelou um evento ao ar livre que seria realizado no domingo (13).
“A medida tem o objetivo de preservar a segurança e a integridade física dos estudantes, dos profissionais da educação e de toda a comunidade escolar, diante das condições meteorológicas com risco de formação de tornados em áreas isoladas”, afirmou.
O governo de São Paulo orientou a suspensão das aulas e dos eventos realizados ao ar livre nesta sexta-feira nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro.
Segundo a gestão estadual, a medida preventiva foi adotada diante do alerta da Defesa Civil do Estado para a previsão de tempestades severas, com ventos e granizo, e condições meteorológicas favoráveis à formação de tornados nessas regiões.
A empresa de meteorologia Climatempo explicou que uma combinação de fatores, como baixa pressão atmosférica e forte contraste de temperatura, aumenta o risco de formação de supercélulas no sudoeste e sul de São Paulo. Esse fenômeno pode gerar tornados, microexplosões e rajadas de vento excepcionalmente intensas, acima dos 90 km/h.
Diante das previsões, o governo paulista instalará o Gabinete de Crise a partir das 14h desta sexta-feira.
O grupo reúne representantes das instituições envolvidas no monitoramento e na resposta às emergências, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, além de concessionárias dos serviços de energia elétrica, água, gás e telefonia.
Segundo a gestão estadual, o objetivo é integrar informações, acompanhar em tempo real a evolução do cenário e agilizar a tomada de decisões e a mobilização de recursos diante de eventuais ocorrências.
Volumes acumulados de chuva
Um balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado às 6h55 mostrou que, nas 24 horas anteriores, Sumaré foi a cidade a registrar o maior volume de chuva acumulada em São Paulo, com 101 milímetros no ponto de medição do Rio Quilombo.
Os dados são dos equipamentos monitorados pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Em segundo lugar está Itararé, com 91 milímetros registrados em uma das estações do Cemaden na cidade. Logo atrás está Campinas, com 88 milímetros no ponto de medição de Ribeirão das Cabras.
Na capital paulista, o ponto de medição da Vila Prudente, na zona leste, registrou 65 milímetros.
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