Guarulhos entra em estado de atenção após aterro se deslocar
Atividades no local do aterro sanitário estão suspensas desde o dia do acidente, na noite de sexta-feira (28). Prefeitura criou força-tarefa
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

A Prefeitura de Guarulhos, na região metropolitana paulista, decretou nesta segunda-feira (31) estado de emergência após um deslocamento atingir o aterro sanitário municipal, na noite de sexta-feira (28).
De acordo com informações da prefeitura, um deslocamento parcial de célula atingiu o aterro, fazendo com que as atividades no local fossem suspensas. Em seguida, o órgão ordenou que as empresas que operam em aterros no município fossem obrigadas a assegurar prioridade de atendimento aos serviços públicos essenciais.
Leia mais: Ampliação de aterro afeta Cumbica e população vizinha
Desde então, o órgão criou uma força-tarefa para tentar minimizar o impacto. O prefeito, Guti (PSB), determinou, então, a integração entre a secretaria de Serviços Públicos, de Meio Ambiente, de Obras e da Justiça, além da Proguaru, empresa que presta serviço em aterro sanitário, para adotar as medidas necessárias no local.
Uma reunião feita no domingo (30) definiu as medidas protetivas que já tiveram início na área do aterro, com o objetivo de providenciar um sistema de contenção para minimizar eventuais riscos. O órgão diz que a ação é feita sob a orientação de um especialista em aterros acionado pela prefeitura, mas não especificou quais outras ações estão sendo feitas.
Veja também: Aterro sanitário transforma lixo em energia elétrica
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente está preparando um parecer técnico de vistoria para adoção de ações emergenciais. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) também presta apoio.
Devido ao problema, a coleta de lixo em alguns bairros do município chegou a ser afetada, o que atrasou a prestação de serviço em determinados locais. Três dias depois, a prefeitura informou que a situação está normalizada, “dentro da programação de final de ano”, garantiu a pasta, que assumiu que “problemas isolados e pontuais ainda podem ocorrer”.













