'Guru da meditação' vira réu por estupro de vulnerável
Terapeuta Tadashi Kadomoto foi denunciado pelo MP-SP com base em acusações de ex-alunas. Em vídeo publicado nas redes, ele nega a acusação
São Paulo|Do R7, com informações da Agência Record
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}O terapeuta Tadashi Kadomoto, conhecido como "guru da meditação na pandemia", virou réu por estupro de vulnerável após o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) receber denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo). O processo tramita em segredo de Justiça.

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De acordo com a promotora Celeste dos Santos, uma das idealizadoras do Projeto Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos do MP-SP, uma ex-aluna do terapeuta procurou o órgão no fim do ano passado para denunciá-lo. Ela relatou cinco episódios de estupro. Ainda segundo a promotora, a vítima era estudante do Instituto Tadashi Kadomoto.
"Ela iniciou como estudante dos cursos de capacitação. Naquela época, começou a questão do assédio, promessa de estágio, de futuro emprego no instituto. Ela, então, passou a ser paciente do Tadashi e foi nesse contexto de paciente que ocorreram os estupros de vulnerável, já que ela não tinha capacidade de oferecer resistência e ele tinha ciência disso", segundo a promotora Celeste.
A vítima foi abusada ao longo três anos de atendimento, desde 2017. Ela havia procurado Kadomoto para tratar de anorexia e problemas psicológicos, mas a saúde dela apenas se agravou ao sofrer a violência sexual durante as sessões.
Outras duas mulheres também procuraram o Ministério Público para denunciar Tadashi. Entretanto como o crime já prescreveu, elas serão testemunhas no processo. Ambas sofreram importunação sexual.
Uma delas, que não quis ser identificada, relatou à Record TV que frequentou o Instituto Tadashi Kadomoto por 14 anos. O assédio por parte do terapeuta se intensificou quando ela entrou em um curso de imersão, conhecido como "Expansão de consciência", que exige maior proximidade entre a equipe e o paciente. A vítima ainda contou que o guru se aproveitou de sua vulnerabilidade, pois sabia que a paciente tinha acabado de se separar do marido e que já tinha sido abusada na infância.

Depois de vários trocas de mensagem por e-mail, "teve (uma abordagem) pessoalmente, ele se aproximou de mim e começou a elogiar o meu corpo. Me abraçou e disse que me amava, que me queria mais perto. Naquele momento, eu me senti muito constrangida com a situação e decidi não frequentar mais o instituto", relatou a vítima.
Advogado de uma das vítimas, Luiz Augusto D’Urso, conta que funcionários do terapeuta sabiam da conduta inadequada e nada faziam. “Temos provas, e-mails. Funcionários sabiam e chamavam de 'ataque ninja'."
As transmissões ao vivo de Tadashi em redes sociais costumam atrair milhares de seguidores com mensagens de autoconhecimento.
Na madrugada desta segunda-feira (12), ele publicou um vídeo nas redes sociais em que nega a acusação e agradece mensagens de apoio que tem recebido. Tadashi também afirmou que está à disposição das autoridades e que vai se afastar das atividades.
Primeiro fiquei muito assustado, sem entender o que estava acontecendo porque não fui procurado pela Justiça", afirmou. "Tenho falhas, cometo erros, como todo ser humano, mas jamais cometi atos criminosos."














