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Haddad cobra de gestão Alckmin explicações sobre denúncias contra Chalita

Investigação aponta que secretário recebeu cerca de R$ 50 mi quando era do governo estadual

São Paulo|Do R7

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Chalita é hoje secretário municipal de Educação em São Paulo
Chalita é hoje secretário municipal de Educação em São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta segunda-feira (15) que a responsabilidade por esclarecimentos sobre a investigação criminal contra o atual secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita (PMDB), é do governo estadual. O jornal O Estado de S. Paulo revelou que Chalita é investigado por crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, e fraude à licitação, no período em que foi chefe da pasta estadual, entre 2002 e 2006, nas gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (então no DEM).

— São fatos que não dizem respeito ao nosso governo. Os fatos narrados datam de mais de dez anos atrás.

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As declarações foram feitas por Haddad durante evento público no Teatro Municipal, no centro da capital.

O prefeito disse que, "mesmo quando uma denúncia é feita por um irresponsável, precisa ser apurada". O prefeito cobrou que o governo estadual se manifeste.

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— As questões serão esclarecidas, até mesmo pela Secretaria Estadual da Educação, que certamente vai prestar os esclarecimentos a respeito.

Questionado se as investigações podem afetar a costura com Chalita para 2016, cotado para ser vice na candidatura à reeleição do petista, o prefeito não respondeu.

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Na manhã desta segunda-feira (15), Alckmin também comentou a abertura das investigações.

— Nós temos absoluta confiança no Gabriel Chalita. Isso já foi investigado, mas que se investigue novamente. Não tem problema", afirmou o governador, durante evento público em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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Denúncia

Apesar de as denúncias contra Chalita terem sido arquivadas na esfera cível, agora os promotores criminais acreditam ter indícios para investigá-lo. Entre as denúncias estão empréstimos de helicópteros e jatos para viagens particulares, doações ilegais de equipamentos eletrônicos, fraude em licitação em troca de repasse de 25% do valor do contrato firmado e compra de livros para escolas estaduais sem o processo de licitação.

A estimativa da investigação é de que Chalita teria recebido aproximadamente R$ 50 milhões no período em que esteve à frente da secretaria. Os documentos estão em fase de análise.

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