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Haddad diz que prefeitura definirá cortes de investimento este mês

Com aumento de até 35% do IPTU barrado na Justiça, Orçamento de SP foi reduzido

São Paulo|Do R7

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou na manhã desta segunda-feira (6), que a área econômica da prefeitura deve definir até o fim de janeiro quais setores sofrerão o impacto da suspensão do reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) previsto para 2014. Nesta manhã, Haddad disse que "tem muita gente desentendida falando de finanças públicas".

— Deveriam estudar um pouco mais finanças públicas antes de se aventurar a falar do que não compreendem. Finanças públicas são uma ciência, não são para curioso.


Neste ano, o imposto terá apenas a correção da inflação, depois da decisão da Justiça de manter liminar que barra o aumento de até 35% proposto pela prefeitura. A luta na Justiça para impedir a alta do IPTU foi encampada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), presidida por Paulo Skaf — provável candidato do PMDB a governador nas eleições de outubro. Agora, a prefeitura vai esperar o julgamento do mérito da ação.

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Nesta segunda, o prefeito lembrou que, além das perdas dos recursos provenientes da arrecadação do IPTU projetada no Orçamento, a cidade também poderá ficar sem investimentos federais que exigem contrapartida municipal.


— O maior prejuízo não é o valor que deixa de ser arrecadado. O maior prejuízo é o que deixará de vir da União por falta de contrapartida municipal.

As afirmação foram feitas por Haddad durante a inauguração de uma unidade da Rede Hora Certa, no bairro da Lapa, zona oeste da capital, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


— Se eu não tenho dinheiro para desapropriar terreno para creche, como vou receber dinheiro do governo federal para construir creche? [...] A área econômica começa a verificar onde vamos ter que adiar investimentos em virtude da falta de arrecadação.

Parcerias federais

O prefeito afirmou que as parcerias entre governo federal e o município deverão continuar e a ampliação da destinação de recursos da União à cidade não se trata de "nenhum favor". Em 2013, a prefeitura aderiu a programas do Ministério da Saúde e recebeu repasses entre 30% e 40% superiores ao ano anterior, segundo Haddad.

— São programas que estavam disponíveis. Nós estamos simplesmente aderindo [...] Estamos ampliando as parcerias e vamos continuar ampliando em todos os ministérios. Não está faltando apoio ao município.

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