Logo R7.com
RecordPlus

Haddad vai recorrer da liberação do foie gras em SP

Projeto de lei foi aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito no dia 25 de junho

São Paulo|Do R7

  • Google News
Prefeito afirmou não ter sido notificado sobre a decisão judicial
Prefeito afirmou não ter sido notificado sobre a decisão judicial

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (15), que deve recorrer da decisão judicial que permite a produção e comercialização de foie gras, o fígado gordo de pato ou ganso.

Em defesa dos animais, o projeto de lei que proíbe o comércio da iguaria francesa, de autoria do vereador Laércio Benko (PHS), foi aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito no dia 25 de junho. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo resolveu suspender temporariamente a determinação, acatando um pedido da ANR (Associação Nacional de Restaurantes).


Questionado se iria recorrer da decisão da Justiça, Haddad respondeu:

— Em geral, a administração pública defende uma lei aprovada e sancionada. É quase um rito protocolar.


O prefeito, contudo, disse ainda não ter sido notificado sobre a decisão.

Leia mais notícias sobre R7 São Paulo


Apesar de ser um confesso admirador do foie gras, Haddad afirma ter se "sensibilizado" com a causa. Para obter a iguaria, os gansos são submetidos a um processo de engorda, chamado gavage. O método inclui a introdução de um funil para forçar as aves a se alimentarem.

— Eu tive tempo de estudar a matéria e julguei que a produção envolvia maus-tratos. Isso é incompatível em muitos países modernos com a maneira sustentável de viver.


Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Para embasar seu argumento, o prefeito também citou experiências internacionais, como nos Estados Unidos, na Europa e Austrália, onde o foie gras é proibido.

— Não é uma novidade do Brasil.

Ao conceder a liminar que libera a comercialização da iguaria, o desembargador Sérgio Rui, relator do processo, afirmou que a lei estaria em "dissonância com os preceitos basilares inscritos na Magna Carta e na Constituição do Estado de São Paulo" e que haverá "incremento de despesa pública sem previsão orçamentária".

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.