Hidrante falha em combate à incêndio em favela, diz Bombeiros
Equipamento estava com problema no registro e não pode ser usado
São Paulo|Do R7
O Corpo de Bombeiros teve dificuldades para combater as chamas que atingiram a favela do Buraco Quente, na noite do último domingo (7). Um hidrante na rua Cristóvão Pereira, próximo à avenida Roberto Marinho, não funcionou. O fogo começou perto de 21h30 e deixou 1.500 pessoas desabrigadas. A comunidade fica localizada em área nobre da capital, no Campo Belo, zona sul de São Paulo.
Assista à reportagem da TV Record:
Mais de uma hora depois do início do incêndio, os bombeiros e a Sabesp não conseguiram abrir um hidrante próximo à favela. Ainda assim, o tenente-coronel Sérgio Moretti negou que tenha faltado água durante o combate às chamas.
— O hidrante que foi relatado estava com problema de registro. Então, por isso, não conseguimos acessar. Independentemente disso, nós conseguimos acessar vários outros [hidrantes] próximos a ele, que supriu a demanda de água.
Em nota à imprensa, a Sabesp também negou qualquer falha no abastecimento no momento do incêndio.
— Pela legislação municipal, a empresa pode atender áreas regularizadas oficialmente. Em regiões de favelas existem ligações clandestinas que causam perdas de água.
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A empresa informou ainda que foi acionada para dar suporte ao Corpo de Bombeiros e chemaou a falha no hidrante de problema "operacional".
— Pela lei nº 84, de 30 de setembro de 1975, a manutenção dos hidrantes é de responsabilidade da Prefeitura.
Mais de uma hora depois do início das chamas, os bombeiros e a Sabesp não conseguiam abrir um hidrante.
Pesquisa
Só 10% dos hidrantes instalados na cidade funcionam de maneira adequada em São Paulo.Além disso, dois em cada três estão inoperantes ou sumiram, conforme amostragem encomendada pelo Ministério Público Estadual aos bombeiros em agosto.















