Homem desaparece após tentar separar briga de universitários
Pedro de Oliveira, 28, teria sido agredido por estudantes
São Paulo|Do R7*

O morador da Comunidade do Cimento, na zona leste de São Paulo, Pedro Henrique de Oliveira, 28 anos, está desaparecido desde a madrugada da última terça-feira (16).
Em depoimento registrado no 8º DP (Brás/Belém), Marcos Ramos de Paes, 24 anos, amigo de Pedro, disse que o homem foi tentar separar uma briga que acontecia em frente à Universidade Anhembi Morumbi, na Mooca, pensando ser tratar de uma confusão entre dois estudantes conhecidos.
Um dos envolvidos na briga, no entanto, teria agredido Pedro com um chute nas costas e dito “sai daqui, seu veado”. Com a agressão, a confusão teria aumentado e Pedro passou a ser agredido por uma outra pessoa.
Ainda no depoimento à Polícia Civil, Marcos afirma que entrou na briga para tentar defender seu amigo Pedro e também apanhou.
Após as agressões, a testemunha conta que conseguiu fugir com o amigo, sentido Praça Kenedy, mas em determinado momento seguiram para direções diferentes.
Marcos afirma que conseguiu seguir para a Comunidade do Cimento, onde moram, enquanto Pedro teria sido perseguido por cinco rapazes em um Volkswagem Gol. Um dos passageiros do carro estaria com taco de beisebol.
Ainda no depoimento, Marcos diz que o amigo estava indo para um posto de combustível com a cabeça ensanguentada no último momento que o viu. Um outro amigo deles teria dito a Marcos que Pedro foi fortemente agredido neste posto da região. Depois disso, Pedro não foi mais visto.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a Universidade Anhembi Morumbi disse que "a Instituição não tem relação com os fatos relatados". A assessoria da universidade ainda afirma que o o evento que aconteceu era "uma festa que não foi promovida pela Instituição, tampouco nas instalações da Universidade".
A instituição disse que "se coloca à disposição das autoridades para auxiliar no que for possível". A universidade completa "lamentando profundamente o ocorrido" e "repudinaod qualquer ato que possa comprometer a integridade física e psicológica de nossos estudantes e colaboradores, ou que venham causar transtorno à população".
O R7 também procurou a assessoria de imprensa da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), para saber sobre o andamento das investigações, mas até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
*Kaique Dalapola, estagiário do R7















