Imagens mostram que Marcelo Pesseghini estava sozinho no carro, diz polícia
Para polícia, adolescente matou a família, dirigiu até a escola e se matou ao voltar pra casa
São Paulo|Do R7, com Fátima Souza, da Rede Record

A polícia comprovou que Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, suspeito de ter matado a família no dia 5, estava sozinho no carro quando foi à escola.
A comprovação veio de quase 18 horas de imagens contínuas extraídas da câmera de um prédio na rua professor João Machado, na zona norte de São Paulo.
Elas mostram o garoto estacionando próximo ao colégio Stella Rodrigues, onde estudava, à 1h15. Na saída da escola, por volta das 11h35, Marcelo vai até o carro, um veículo Corsa Classic, com dois amigos. Mais adiante, os colegas seguem em frente e o garoto atravessa, em direção ao carro da mãe. Cerca de dez minutos depois, volta a pé e entra na escola pela garagem.
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Apenas por volta do meio-dia é que o carro em que ele pega carona, do pai de um amigo, sai do estacionamento. Ninguém entra ou sai do carro até a polícia chegar e preservar o local. O que ainda não se sabe é o que Marcelo fez durante o tempo em que ficou no carro, antes da carona.
O caso
No fim da tarde de 5 de agosto, cinco corpos foram encontrados na casa da família Pesseghini, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. As vítimas eram o pai de Marcelo, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini; a mãe dele, a policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini; a avó, Benedita Oliveira Bovo; e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, além de Marcelo Eduardo. Todos tinham sido baleados na cabeça.
Já no dia 5, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) afirmou que o principal suspeito era Marcelo. Ele teria planejado as mortes, influenciado, possivelmente, por um jogo de videogame. Para o psiquiatra Guido Palomba, que acompanha o caso a pedido da Polícia Civil, a única explicação é que o garoto tenha sofrido um surto psicótico.















