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Início do policiamento comunitário na USP passa despercebido para alunos

Secretário da SSP afirma que conselho de segurança da universidade começa neste mês

São Paulo|Do R7

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Novo modelo de policiamento na USP começou hoje (9)
Novo modelo de policiamento na USP começou hoje (9)

O primeiro dia do policiamento comunitário no câmpus Butantã da USP (Universidade de São Paulo), na zona oeste da capital, passou despercebido para a maioria dos alunos que circularam pela Cidade Universitária nesta quarta-feira (9). O novo modelo começou durante uma semana de recesso no calendário acadêmico, o que deixou o câmpus bem mais vazio.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), 34 policiais militares passaram a atuar na Cidade Universitária a partir desta quarta. Em três horas no câmpus, a reportagem viu ao menos quatro motos e duas viaturas, mas sem circulação intensa de PMs.


Entre o fim da manhã e o começo da tarde, uma viatura ficou próxima à portaria 1 e outra perto do Fofito (Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional). A adoção do policiamento comunitário após o estudante Alexandre Cardoso, de 28 anos, ter sido baleado perto da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas no começo do mês.

Guardas universitários ouvidos pela reportagem afirmaram que houve pelo menos um roubo de bicicleta nesta quarta-feira (9). A PM e a universidade não informaram qual foi o total de ocorrências registradas nem quantos agentes atuaram nesta quarta. Os uniformes especiais para os PMs da patrulha comunitária ainda não ficaram prontos. Somente parte dos policiais eram do perfil descrito pela SSP para a função: jovens, com idade próxima a dos universitários.


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Opiniões


Favorável à presença da polícia no câmpus, a aluna Stephanie Acuña, de 21 anos, não percebeu mudanças no patrulhamento.

— Não vi nada de diferente.


Aluna do Instituto de Biociências explica.

— É bom ter a PM no câmpus porque existem vários lugares vazios, escuros. Temos medo de assaltos e de estupros. Quando tenho aula à noite, por exemplo, peço ao meu pai me buscar.

Já a estudante de Filosofia Elizete Waughan acredita que a medida é equivocada.

— Por que precisam ser PMs nessa função? Poderiam aumentar o número de guardas universitários e treinar esse grupo para o policiamento comunitário.

A aluna, de 23 anos, também não percebeu mudanças no policiamento. O movimento estudantil teme que a polícia reprima manifestações. A SSP diz que a orientação é não intervir nesses casos.

Outros alunos ainda não decidiram se o reforço da PM no câmpus é a melhor opção. É o caso da aluna Nathália Castanho, de 22 anos, de ciências contábeis.

— Acho que a PM, de alguma forma inibe crimes. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem medo da polícia lá fora [do câmpus].

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Conselho

Também começará neste mês o Conseg (Conselho de Segurança) da Cidade Universitária, segundo o secretário de Segurança Pública Alexandre de Moraes.

— Vamos publicar ainda nesta semana a criação do Conseg USP, pedindo as indicações paritárias dos estudantes, professores e funcionários para em setembro realizar a primeira reunião e a primeira audiência publica com ampla participação acadêmica.

O funcionamento do novo modelo de policiamento, segundo ele, ainda depende da montagem de uma base comunitária da PM, inicialmente prevista para ficar entre a reitoria e a Praça do Relógio.

— Em um primeiro momento, a USP havia cedido salas da superintendência [de Segurança], que estavam vazias, para que a gente pudesse montar uma base comunitária. Essa sala se mostrou inconveniente, então precisamos verificar uma nova base que hoje mesmo [quarta-feira) deve estar acertada. A partir dessa base provisória, já podemos começar 100%.

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