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Inteligência financeira da SSP rastreia R$ 158 milhões para atingir patrimônio do crime organizado em SP

Atuação integrada do Recupera-SP permite identificar recursos de origem criminosa, recuperar bens e reverter valores em investimentos para a segurança pública

São Paulo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O programa Recupera-SP rastreou R$ 158 milhões em ativos financeiros de origem criminosa em São Paulo entre 2023 e 2026.
  • R$ 44,2 milhões estão disponíveis em contas do Governo do Estado para investimentos em segurança pública.
  • O Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro identificou R$ 35,6 bilhões em fluxos ilícitos no mesmo período.
  • O programa visa enfraquecer a estrutura econômica do crime organizado e reverter valores em benefícios para a sociedade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O LAB-LD auxilia na localização de bens obtidos por meio de atividades criminosas Divulgação SSP/SP

O programa Recupera-SP monitorou R$ 158 milhões em ativos financeiros entre janeiro de 2023 e outubro de 2026, como parte das ações de combate ao crime organizado em São Paulo. Por meio da inteligência financeira e da recuperação de ativos, o Estado busca identificar bens, viabilizar medidas judiciais e enfraquecer a estrutura econômica das organizações criminosas.

Do total monitorado, R$ 44,2 milhões estão em contas do Governo do Estado, disponíveis para uso conforme as regras de destinação, e R$ 2,4 milhões correspondem a bens incorporados. Os valores podem contribuir para investimentos em segurança pública, incluindo equipamentos, tecnologia, viaturas e infraestrutura das forças policiais.

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“O crime organizado tem uma estrutura econômica que precisa ser combatida. Quando retiramos dinheiro dessas organizações, diminuímos sua capacidade de comprar equipamentos, financiar operações e expandir suas atividades”, afirma Lawrence Tanikawa, coordenador do Recupera-SP.

Criado pelo Governo de São Paulo em setembro de 2024, por iniciativa da SSP (Secretaria da Segurança Pública), o Recupera-SP estruturou uma política estadual para localizar, bloquear, recuperar e dar destinação ao patrimônio proveniente de atividades criminosas. A iniciativa integra o trabalho de investigação patrimonial e os procedimentos judiciais necessários para que os bens sejam revertidos em favor do Estado.

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A lavagem de dinheiro consiste em ocultar a origem criminosa de recursos para dar a eles aparência de legalidade. Entre as práticas identificadas estão a compra de imóveis, veículos de luxo e joias, além do uso de empresas de fachada e de terceiros para ocultar patrimônio, além de operações com ativos virtuais.

Tráfico de drogas, fraudes financeiras, golpes digitais e corrupção estão entre as atividades criminosas que podem utilizar esses mecanismos para esconder recursos ilícitos e inseri-los na economia formal.

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“É o dinheiro que saiu da criminalidade, retornando à sociedade na forma de investimentos em segurança”, destaca o delegado.

Combate à lavagem de dinheiro

O combate à lavagem de dinheiro também conta com o trabalho do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade do Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil). Entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, o laboratório identificou R$ 35,6 bilhões em fluxos ilícitos.

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A unidade atua na inteligência financeira e auxilia as equipes policiais na localização de bens obtidos por meio de atividades criminosas. O trabalho inclui análises da evolução patrimonial dos investigados e levantamentos que ajudam a identificar possíveis incompatibilidades entre os recursos movimentados e a origem declarada do patrimônio.

Embora atuem de forma coordenada, o LAB-LD e o Recupera-SP têm funções distintas. Enquanto o laboratório realiza análises financeiras e patrimoniais para subsidiar as investigações, o Recupera-SP atua na esfera judicial, apoiando as representações necessárias para o perdimento dos bens em favor do Estado e acompanhando os processos para viabilizar as decisões judiciais.

O modelo busca dar continuidade ao trabalho iniciado nas investigações, desde a identificação do patrimônio até as medidas judiciais e a destinação dos bens, evitando que recursos de origem criminosa permaneçam à disposição das organizações.

Recursos para a Segurança Pública

Os valores destinados ao FISP (Fundo de Incentivo à Segurança Pública) podem financiar equipamentos, tecnologia, viaturas, infraestrutura e outras necessidades das forças policiais. Entre os exemplos de investimentos estão a aquisição de viaturas, softwares de inteligência, modernização de computadores, reformas de unidades policiais e construção de uma delegacia seccional.

Além da recuperação de ativos, o planejamento estadual prevê R$ 1,9 bilhão em investimentos, conforme o PPA (Plano Plurianual) de 2024 e 2026.

A expectativa é ampliar o uso de tecnologia e inteligência financeira, capacitar policiais e aperfeiçoar os procedimentos de administração e destinação dos bens apreendidos. Outra frente é expandir a investigação patrimonial para as diferentes regiões do Estado.

Em 29 de outubro, Dia Nacional de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, a atuação integrada reforça a importância de identificar a origem dos recursos ilícitos, atingir o patrimônio das organizações criminosas e transformar os valores recuperados em benefícios para a sociedade.

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