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Internado, Covas tem acúmulo de líquido nos pulmões e abdômen

Quadro é decorrente de uma inflamação causada por um dos tumores que atingem o fígado do prefeito de São Paulo

São Paulo|Guilherme Padin, do R7*

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Bruno Covas, prefeito de São Paulo, está internado desde a última quinta-feira
Bruno Covas, prefeito de São Paulo, está internado desde a última quinta-feira

Ainda sem previsão de alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), o prefeito Bruno Covas (PSDB) seguirá despachando durante sua internação após um agravamento do câncer. Covas está recebendo alimentação complementar por via intravenosa e apresenta acúmulo de líquidos ao redor do pulmão e no abdômen. Esse acúmulo é decorrente de uma inflamação causada por um dos tumores que atingem seu fígado. Ele só deve deixar o hospital quando houver confirmação de que o volume de líquido extra foi reduzido.

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Em coletiva de imprensa realizada nesta tarde no hospital, o médico David Uip afirmou que o prefeito tem quadro estável e reagiu bem aos tratamentos, portanto consegue realizar seus trabalhos durante a internação.

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"Nesse momento o prefeito está bem, se adequou ao tratamento, à alimentação e continua despachando normalmente. A previsão é que quando houver alta ele volte às suas atividades normais. A ideia é que ele continue trabalhando normalmente sem aparição pública", afirmou Uip.

O médico comentou ainda que Covas tem respeitado as orientações médicas e não quer deixar o cargo durante a internação. "E nós entendemos que deve ser assim mesmo. Ele tem condições para isso", disse.

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Avanço do câncer

Segundo explicou Uip, Covas havia sido internado para fazer exames rotineiros. No entanto, nesta última avaliação, os exames mostraram um avanço do câncer no fígado e nos ossos. Para seu tratamento, na última sexta-feira (16), foram introduzidos alimentos por via intravenosa enquanto o prefeito dormia.

A alimentação complementar está sendo aplicada durante a noite, mas Covas se alimenta por via oral normalmente. A opção pela complementação, segundo a equipe médica, se deu para tentar aumentar o peso do prefeito, para fortalecê-lo enquanto passar pelo tratamento.

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Os líquidos estão acumulados no espaço pleural e espaço peritoneal, ao redor dos órgãos do tórax mas, segundo os médicos não afetam a respiração do prefeito. O processo de drenagem desse líquido excedente teve início na segunda-feira (19). Os drenos, instalados nas laterais do corpo, só serão retirados quando o volume de líquido se reduzir, o que ainda não tem previsão de ocorrer.

Embora esse acúmulo seja causado pela inflamação do fígado, os médicos não vincularam sua alta médica ao sucesso no tratamento do câncer: ele poderá continuar o tratamento em casa caso os drenos se mostrem eficientes. A redução é necessária para proteger os demais órgãos, em especial o pulmão, de complicações.

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Covas está internado no Sírio-Libanês desde o último dia 15 de abril, após o surgimento de novos pontos do câncer, que atingiram o fígado e os ossos. Na noite desta terça-feira, o prefeito se pronunciou por meio das redes sociais para falar sobre o tratamento: "A luta continua e o trabalho não pode parar. O apoio e o carinho que recebo todos os dias me dão cada vez mais força. Seguirei como sempre: de cabeça erguida e cumprindo, junto com minha equipe, nossos compromissos com São Paulo".

Doença foi descoberta em 2019

No momento, Covas tem cinco tumores no fígado, um na estrutura da bacia e outro na coluna vertebral. Os novos pontos foram descobertos no dia 15, após exames complementares realizados pelo prefeito. Ele passa por um tratamento que combina dois medicamentos quimioterápicos e dois imunobiológicos. "O surgimento de metástase nos ossos e novos lesões no fígado mostram agravamento da doença, e por isso houve mudança de estratégia no tratamento oncológico", disse Uip.

Covas descobriu que tinha câncer em outubro de 2019, quando exames que vinham sendo realizados para investigar o surgimento de uma trombose apontaram a existência de três tumores - um no fígado, um na cárdia (a transição entre o fígado e o esôfago) e outro nos gânglios linfáticos. Os médicos atacaram a doença com os tratamentos de imunoterapia e quimioterapia e dois dos três ferimentos chegaram a desaparecer, enquanto o ferimento no fígado havia diminuído, mas ainda persistido.

Em fevereiro deste ano, os médicos haviam identificado um novo tumor no fígado, e ele retornou à quimioterapia. Entretanto, ao longo desta nova etapa do tratamento, a doença se mostrou mais agressiva, se espalhando para mais pontos do fígado e seus ossos.

* Com informações da Agência Estado

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