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Jovem é detido após invadir e passar a noite em presídio do interior de SP

A polícia suspeita que o rapaz de 18 anos teria levado drogas ou celulares para presos. No entanto, nada de ilícito foi encontrado com ele

São Paulo|Do R7

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Presídio onde jovem invadiu e passou a noite, em SP
Presídio onde jovem invadiu e passou a noite, em SP

Um jovem de 18 anos foi detido na manhã desta terça-feira (27) depois de invadir e passar a noite no interior de um presídio em Tremembé (135 km da cidade de São Paulo). O fato inusitado, já que normalmente são registradas tentativas de fuga das unidades, aconteceu no Centro de Progressão Penitenciária Doutor Edgard Magalhães Noronha, que abriga 2.315 presos do regime semiaberto.

Ainda não se sabe ao certo como o rapaz conseguiu burlar a vigilância e ingressar na unidade. A presença dele foi notada de manhã pelos agentes penitenciários. De acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), o invasor estava ferido e sangrava muito. A Polícia Militar foi acionada, mas antes da chegada dos policiais o quadro dele piorou e a administração do presídio providenciou sua remoção para o Pronto-Socorro de Taubaté.


Com fraturas no braço, no dedo polegar e outros ferimentos, ele acabou transferido para o Hospital Regional da cidade, onde passaria por cirurgia. O rapaz ainda será ouvido pela Polícia Civil para explicar o que o levou a invadir o presídio. A suspeita é de que ele tenha levado drogas ou celulares para algum dos presos. Durante a revista feita pelos policiais, nada de ilícito foi encontrado com ele.

Conforme a SAP, em decorrência da invasão, a unidade foi trancada para revista geral e a ala onde aconteceu o fato está em regime de observação até a apuração do caso. "Cabe enfatizar que, durante rondas de vistorias de praxe, nenhum indício de violação de cercas ou alambrados foi constatado, deixando claro que o invasor escalou os alambrados, vindo a se ferir gravemente nos ouriços de segurança."


Ainda segundo a pasta, as unidades penais do regime semiaberto não dispõem de vigilância armada, nem são cercada por muralhas. "A permanência do preso, nesse regime, se caracteriza muito mais pelo senso de disciplina e autorresponsabilidade, que propriamente por mecanismos de contenção", informa.

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