São Paulo Jovem que matou gamer a facadas vai a julgamento em São Paulo

Jovem que matou gamer a facadas vai a julgamento em São Paulo

Guilherme Alves Costa, de 18 anos, é acusado de assassinar Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, em fevereiro de 2021

  • São Paulo | Edilson Muniz, da Agência Record

Jovem que matou gamer a facadas vai a julgamento em São Paulo

Jovem que matou gamer a facadas vai a julgamento em São Paulo

Reprodução / Record TV

Está marcado para esta segunda-feira (8) o julgamento de Guilherme Alves Costa, de 18 anos, acusado de matar a gamer Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, em Pirituba, zona norte de São Paulo, em fevereiro de 2021. A sessão está prevista para começar às 12h30 no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste da capital.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, serão cinco testemunhas de acusação e oito de defesa. Não há previsão sobre o término dos trabalhos.

O estudante foi preso em flagrante acusado de matar a facadas a jovem no dia 22 de fevereiro. A vítima foi assassinada na casa do autor do crime.

Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender o caso de uma mulher esfaqueada na rua Santo Antônio dos Coqueiros. No endereço, encontraram Ingrid com facadas na região do peito e do pescoço.

A suspeita é de que Guilherme tentou decapitá-la. O óbito da jovem foi constatado no local. Após ferir a vítima, o estudante fugiu. O irmão dele contou que chegou em casa e encontrou a  jovem desmaiada e disse que ele não a conhecia.

O estudante disse aos familiares que iria cometer suicídio, mas o irmão conseguiu convencê-lo a se entregar. Cerca de 30 minutos após o crime, o autor compareceu à delegacia. Ele confessou o assassinato e disse que conheceu a vítima na internet havia cerca de um mês.

O jovem contou que Ingrid teria "atravessado seu caminho" e que ele planejava um ataque contra o Cristianismo. Guilherme confessou ter planejado o crime pelo menos duas semanas antes e disse que chegou a filmar a ação. Ele teria publicado as imagens no status do WhatsApp, mas depois apagou. O autor também adquiriu armas brancas e um revólver.

Ele ainda afirmou ter escrito um livro onde explicava os objetivos e motivos que o levaram a cometer o homicídio. Os agentes conseguiram uma cópia do suposto livro, que foi anexada ao inquérito. O jovem também não negou que gostaria de ganhar "fama" com o crime e com a publicação do diário.

O celular foi apreendido, assim como os sapatos que ele usava, que estavam sujos de sangue. O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil e mediante dissimulação ou outro recurso no 87º Distrito Policial, na Vila Pereira Barreto.

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