Justiça condena a 12 anos mulher por tentar matar o marido envenenado e colar os olhos dele
Juliana dos Santos Silva colocou calmante e chumbinho no jantar e no refrigerante da vítima em janeiro de 2021
São Paulo|Do R7

Juliana dos Santos Silva foi condenada pelo júri popular, na noite desta quinta-feira (29), a 12 anos de prisão, em regime fechado, por tentar matar o marido envenenado e colar os olhos dele, em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.
A mulher também é suspeita de ter participado do assassinato da enteada Rebecca, de apenas seis anos, que ocorreu em 2019.
De acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), ela foi sentenciada por tentativa de homicídio triplamente qualificado: por outro motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu em 23 de janeiro de 2021. Segundo o inquérito, Juliana colocou chumbinho e calmante em uma porção de frango e um refrigerante do então marido. Em seguida, ela aproveitou enquanto ele dormia e aplicou cola super bonder nos cílios.
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Antes de perder a consciência, a vítima conseguiu chamar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e, posteriormente, foi socorrido a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Caso Rebecca

Em outubro de 2019, a menina Rebecca morreu após ser sufocada dentro de casa. O vizinho Antônio Gomes de Souza Sobrinho foi acusado de entrar no imóvel, imobilizar Juliana e matar a criança.
Horas após o crime, a Polícia Civil encontrou pertences de Fabrício na casa de Antônio, que, mesmo condenado, nunca assumiu o assassinato de Rebecca.
Fabrício, que não estava em casa no momento do crime, suspeitava de que alguém tinha facilitado a entrada de Antônio na casa. Em 2021, ao começar a suspeitar de que alguém poderia ter sido cúmplice de Antônio, Fabrício teve a comida supostamente envenenada por Juliana.
Reviravolta no caso Rebecca
A prisão de Juliana fez com que o caso Rebecca fosse reaberto, após uma pessoa próxima a Antônio ter afirmado que os dois mantinham um caso extraconjugal. De acordo com essa testemunha, o suspeito da morte de Rebecca apresentava a madrasta da menina como namorada.
A hipótese dos advogados de Fabrício é que a pequena Rebecca flagrou Antônio dentro da casa em que Juliana morava com o ex-marido. O vizinho teria cometido o crime para evitar que a menina, de 6 anos, contasse alguma coisa.














