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Justiça de SP marca julgamento de suspeitos de matar palmeirense 

Em 2015, Cláudio Fernando de Morais, de 25 anos, foi espancado por torcedores do Santos, na estação Calmon Viana da CPTM, em Poá (Grande SP)

São Paulo|Fabíola Perez e Plínio Aguiar, do R7

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Cláudio Fernando de Morais morreu em SP, em 2015
Cláudio Fernando de Morais morreu em SP, em 2015

A Justiça de São Paulo marcou, para o dia 19 de fevereiro, o julgamento dos suspeitos de matar um palmeirense em uma estação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O caso aconteceu em 2015 após um jogo entre Santos e Palmeiras pelo campeonato paulista.

Cláudio Fernando Mendes Cardoso de Morais, de 25 anos, foi espancado por torcedores do Santos, na estação Calmon Viana da CPTM, na região de Poá, na Grande São Paulo. Ele voltava da primeira partida da final do campeonato paulista — na época, entre Palmeiras e Santos — com a namorada e um amigo quando foi abordado por integrantes da Torcida Jovem do Santos.


A namorada correu e foi abrigada por vizinhos da região. O amigo de Morais, que também foi espancado, conseguiu escapar em um dos trens que passavam na estação. Morais, por sua vez, foi espancado e morreu. Na época o delegado responsável afirmou que o crime foi premeditado, mas a escolha das vítimas aleatória. Cerca de 15 integrantes da Torcida Sangue Jovem do Santos esperaram por torcedores com uniformes rivais na saída da estação já com o intuito de confronto.

De acordo com a sentença de pronúncia dos envolvidos, os acusados foram denunciados pela prática dos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. “Anote-se os indícios suficientes. Diante da prova colhida até o momento, não ficaram afastados de modo patente a futilidade do motivo (que seria briga de torcidas), uso de meio cruel (golpes de barras de ferro, chutes e socos), e de recurso que dificultou a defesa das vítimas (que estavam em desvantagem numérica e foram pegos em tocaia)”, argumentou a juíza na decisão.


O julgamento irá ocorrer no próximo dia 19, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste paulistana. O suspeito Odilander Leonardo dos Santos e outros foram convocados para a sessão, a ocorrer a partir das 12h30.

A informação de que a sessão foi marcada alegrou, mesmo que tardiamente, a família de Cláudio Morais: “a Justiça tardou, agora, esperamos que não falhe”, comentou Roberta Folgueral, prima da vítima. Ela disse que a mãe de Cláudio desenvolveu depressão crônica após a morte do filho. “Estava tomando remédios, mas não apresentava nenhuma melhora”, disse. Em setembro, ela “não resistiu a dor e morreu”. “Ela perdeu toda a razão de existência, de vida, de sentido”, contou a sobrinha.

Procurado pela reportagem do R7, o advogado de Odilander Santos ainda não se pronunciou.

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