Justiça de São Paulo nega recurso e mantém condenação de ‘Galã do Tinder’
Homem foi sentenciado a quatro anos por estelionato realizado contra vítimas que conhecia em aplicativos de relacionamento
São Paulo|Estela Marconi*, da Agência Record

A Justiça de São Paulo negou, por decisão unânime, o recurso da defesa do Galã do Tinder, que tentava alterar a condenação do réu. O homem, que ficou conhecido por aplicar golpes em aplicativos de relacionamento, foi sentenciado a quatro anos e seis meses de prisão em fevereiro deste ano.
Renan Augusto Gomes foi condenado por estelionato sentimental, quando a vítima é induzida ao erro por uma promessa falsa de relação afetiva ou com base no estabelecimento de confiança de um possível vínculo amoroso.
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A defesa do réu, por sua vez, tentou transformar a sentença em apenas uma dívida cível com as vítimas, o que não foi aceito pela 8ª Câmara do Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O Galã do Tinder foi preso em setembro de 2022, após as equipes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Bernardo do Campo cumprirem um mandado de prisão preventiva contra o acusado.
Renan aplicava os golpes havia dez anos, segundo a investigação. Ele se cadastrava nas plataformas de relacionamento e, em seu perfil, dizia ser um engenheiro que morava na região dos Jardins, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.
O suspeito, então, conseguia atrair as vítimas, fazendo com que elas se apaixonassem e se relacionassem com ele. O namoro durava de um mês a um ano. Ele chegou, inclusive, a conhecer parentes das vítimas durante almoços e datas comemorativas.
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Em determinado momento do relacionamento, ele dizia que tinha problemas financeiros que envolviam a Receita Federal e convencia a vítima a fazer um empréstimo ou abrir uma empresa em sociedade. Além disso, ele sempre pedia dinheiro em espécie, pois afirmava que tinha as contas bancárias bloqueadas.
Quando Renan conseguia o dinheiro que dizia que precisava, ele não fazia mais contato e deixava de responder às mensagens. As relações envolviam diversas mulheres, com quem muitas vezes o suspeito se relacionava simultaneamente.
*Sob supervisão de Laura Lourenço
















