São Paulo Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de decapitar mulher em SP

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de decapitar mulher em SP

Polícia investiga atuação de segunda pessoa no crime, mas ainda não se sabe se houve participação na morte ou apenas ocultação do cadáver

  • São Paulo | Elizabeth Matravolgyi e Isabelle Gandolphi, da Agência Record

A Justiça decretou a prisão preventiva do principal suspeito de envolvimento na morte de Camila Cristina Moraes, de 32 anos, que foi decapitada na Travessa Barão Moreira de Butuí, em Guaianases, zona leste de São Paulo, por volta das 5h30 de domingo (25).

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Ainda na tarde de domingo, a Polícia Civil prendeu um suspeito de matar e decapitar Camila. Ele está preso preventivamente no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Camila Cristina Moraes, de 32 anos

Camila Cristina Moraes, de 32 anos

Reprodução/Record TV

Não está descartada a participação de uma segunda pessoa, o homem que aparece um um vídeo, levando a cabeça de Camila dentro de um saco, para jogá-la em uma praça.

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De acordo com o Fábio Pinheiro, do DHPP, o suspeito preso contou à polícia que estava em casa com a vítima e uma pessoa conhecida como "Alemão". O suspeito disse que foi dormir e, quando acordou no meio da noite, viu a casa toda ensanguentada. Então, ele teria limpado o sangue e voltado para a cama. A polícia considera a versão fantasiosa.

Uma testemunha, que irá prestar depoimento na quarta-feira (28), disse à polícia que viu apenas o preso com a vítima e que não havia uma terceira pessoa na casa.

A principal hipótese é que ele executou a vítima e arrastou o corpo, durante a madrugada, para a rua, a cerca de 30 a 40 metros da casa. Ele teria contratado um usuário de drogas para jogar a cabeça em outro local do bairro.

O preso confessou ter problemas com drogas e a polícia acredita que isso possa ter motivado o crime.

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Dentro da casa foram encontrados: machado, faca, serra, um par de sandálias e mechas da vítima que estavam em um cesto de lixo. Segundo a polícia, as provas foram ocultadas e todos os materiais tinham vestígios de sangue.

O médico legista apontou que a vítima não tinha sinais de violência sexual e que ela pode ter sido decapitada ainda viva. Porém, apenas o laudo irá confirmar essa informação. Camila ainda tinha lesões pelo corpo que apontam que o corpo dela foi arrastado.

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Uma nova perícia será feita no local. O veículo do suspeito foi apreendido para outros exames periciais, como coleta de DNA e impressões digitais.

A polícia já tem as características do segundo suspeito, porém ainda não tem pistas de onde ele possa estar. A investigação ainda busca esclarecer se esse segundo homem participou do assassinato ou apenas ocultou o cadáver.

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