Justiça nega participação presencial de Marcola, do PCC, em júri popular em SP
Juiz afirma que decisão é para ‘prevenir risco à segurança pública’; defesa afirma que vai recorrer
São Paulo|Guilherme Pitta, da Agência RECORD

A Justiça de São Paulo negou o pedido para que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos chefes do PCC, e outros dois réus acompanhem presencialmente o julgamento, nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2027, por homicídio e tentativa de homicídio de policiais militares.
De acordo com o TJ-SP, o juiz de direito Gustavo Celeste Ormenese justificou que o julgamento deverá ser por vídeoconferência para “prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso integre organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento”.
A decisão foi proferida nesta quinta-feira (22).
Com isso, Marco Willians deverá acompanhar o julgamento e ser interrogado por videoconferência, a partir da unidade prisional onde se encontra, na Penitenciária Federal de Brasília.
O advogado dele, Bruno Ferullo Rita, lamentou a decisão e disse que vai recorrer. “No Tribunal do Júri, a Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa, e a possibilidade de estar fisicamente diante dos jurados que irão julgá-lo constitui uma importante expressão dessa garantia”, afirma em nota.
“O pedido foi autorizado pela Justiça Federal, e o Sistema Penitenciário Federal confirmou a realização da escolta, demonstrando que a participação presencial é possível mediante o devido planejamento”, acrescenta a nota.
Marcola, Júlio César e Marcos Paulo são réus pelo assassinato dos policiais Nelson Pinto e Marcos Henrique dos Santos Moraes, em 12 de maio de 2006, na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.
Os criminosos seguem na Penitenciária II Maurício Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau, também no interior de São Paulo, e Marcola, na Penitenciária Federal de Brasília.
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