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Maioria das 15 mil árvores plantadas na marginal Tietê estão mortas

Entre as mudas estavam paus-brasil, ingás, sibipirunas, jequitibás-rosa e sibipirunas

São Paulo|Do R7

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Árvores foram plantadas nos canteiros da marginal em 2010
Árvores foram plantadas nos canteiros da marginal em 2010 HELVIO ROMERO/AE

A morte de mudas usadas na compensação ambiental se repete em outras obras públicas realizadas na cidade de São Paulo. A Dersa (empresa de Desenvolvimento Rodoviário S.A.) tem feito desde 2010 o replantio para compensar as árvores retiradas para a ampliação da marginal do Tietê. Até agora foram 15 mil mudas na região, mas a maioria secou antes mesmo de florescer. Segundo a companhia, "grande parte delas morreu por atos de vandalismo ou foram arrancadas e destruídas por pessoas e acidentes na via". No entorno de toda a marginal do Tietê há 4,6 mil mudas nativas, entre elas paus-brasil, ingás, sibipirunas, jequitibás-rosa e sibipirunas.

Os problemas não só na compensação de grandes obras, mas no próprio paisagismo do Tietê. Segundo o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que administra o jardim localizado nas margens do rio, cerca de 40 mil plantas ornamentam o entorno do curso d’água. Todo ano, é preciso fazer o replantio de 1,5 mil mudas. Para isso, há uma verba anual de R$ 8,9 milhões só para o paisagismo. Mas, de acordo com o chefe de gabinete do Daee, Giuliano Savioli Deliberador, as condições do solo e da via dificultam os trabalhos de replantio e impedem o crescimento das árvores.


— A faixa de terra ali é pequena, porque há cimento por baixo, para estruturar as margens do rio. É um solo paupérrimo, que não tem carga orgânica grande.

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O regime desequilibrado de chuvas exige que as plantas sejam regadas com frequência.

— É um jardim que demanda um trabalho enorme. Tem de adubar o tempo inteiro. É complicado e por isso é caro.


Segundo o ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), o problema do replantio é a substituição de árvores que traziam benefícios para o meio ambiente.

— Essas mudas, se vingarem, só trarão efeito similar daqui a 20 ou 30 anos.

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