Manifestação contra aumento de tarifa em SP fecha lojas e shoppings
Protesto reuniu mais de 60 mil pessoas; shopping JK e Iguatemi fecharam
São Paulo|Miguel Arcanjo e Fernando Mellis, do R7

O protesto contra o aumento de tarifa do transporte coletivo em São Paulo fechou o comércio dos locais onde os manifestantes passavam na tarde desta segunda-feira (17). Os shoppings JK e Iguatemi fecharam as portas durante a passagem dos participantes. Na avenida Brigadeiro Faria Lima, lojas também fecharam, incluindo farmácias 24 horas.
Mais cedo, o Sindilojas (Sindicato dos Lojistas de São Paulo) já havia aconselhado aos lojistas que fechassem as portas durante o quinto protesto. De acordo com o presidente do sindicato, Ruy Nazarian, a recomendação servia tanto para os comerciantes que ficam nas proximidades do largo da Batata, onde acontece a concentração do protesto, como as lojas na Teodoro Sampaio, e também em outras localidades por onde a manifestação irá passar.
— Melhor fechar e esperar até amanhã para abrir novamente na hora da passeata e evitar qualquer quebra-quebra na loja dele.
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Dentro de prédios residenciais e comerciais na avenida Faria Lima, moradores de São Paulo estenderam lençóis e jogaram papéis brancos pelas janelas para receber os manifestantes que passam com faixas e gritando palavras de ordem pelo fim da corrupção, o excesso de gastos na Copa e a redução das tarifas de transportes públicos, entre diversas reivindicações que marcam o quinto protesto em São Paulo.
Mais de 60 mil pessoas participam do protesto, cuja concentração foi o largo da Batata, em Pinheiros. De lá, os manifestantes se dividiram em várias frentes. Alguns partiram para a Faria Lima, outros seguiram diretamente para a avenida Paulista.











