São Paulo Manifestação reúne mais de 100 mil, diz organização; avenida Paulista está fechada

Manifestação reúne mais de 100 mil, diz organização; avenida Paulista está fechada

Por volta das 19h50, ambos os sentidos da via estavam fechados 

Manifestação reúne mais de 100 mil, diz organização; avenida Paulista está fechada

A manifestação contra o aumento da passagem em São Paulo reunia mais de 100 mil pessoas por volta das 20h desta segunda-feira (17). A informação foi confirmada por participantes do Movimento Passe Livre. Segundo a Polícia Militar, porém, o número era de mais de 60 mil.

No horário, a avenida Paulista estava fechada nos dois sentidos. Apesar do alto número de pessoas na via, poucos policiais acompanhavam o trajeto dos manifestantes e o ato estava pacífico.

Esta é a quinta manifestação realizada na cidade em razão do último aumento da passagem. A última aconteceu na quinta-feira (13) e foi marcada por atos de violência e repressão policial.

Falta de acordo

Nesta manhã, representantes da cúpula da segurança no Estado se encontraram com lideranças do MPL (Movimento Passe Livre). Um dos objetivos foi definir o trajeto do ato desta segunda-feira. A expectativa, dos dois lados, é que o protesto, desta vez, seja pacífico.

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Movimento Passe Livre

Os quatro protestos que pararam São Paulo, nos últimos dias, são organizados pelo Movimento Passe Livre. O MPL tem como principal bandeira a mudança do sistema de transporte das cidades da iniciativa privada para um modelo público, "garantindo o acesso universal através do passe livre para todas as camadas da população". O movimento calcula que 37 milhões de brasileiros deixam de se utilizar do transporte público por não poder arcar com o custo das passagens.

Na prática, o MPL quer que o transporte público seja gratuito. Portanto, a briga não é somente contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte coletivo em São Paulo — de R$ 3,00 para R$ 3,20. Sua carta de princípios diz que "o MPL deve ter como perspectiva a mobilização dos jovens e trabalhadores pela expropriação do transporte coletivo, retirando-o da iniciativa privada, sem indenização, colocando-o sob o controle dos trabalhadores e da população".