Manifestantes quebram vasos e picham parede de shopping na avenida Paulista
Por volta das 21h30, Força Tática e Tropa de Choque voltaram a ocupar a via
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

O grupo que manifestava contra o aumento da tarifa do transporte em São Paulo depredou o shopping Pátio Paulista, no centro da capital, na noite desta quinta-feira (6). Os manifestantes quebraram vasos e chegaram a pichar “3,20” em uma das paredes do estabelecimento comercial. O corresponde ao novo valor da passagem de ônibus, metrô e CPTM.
Parte dos manifestantes se escondeu no shopping para fugir da repressão policial. A polícia chegou a atirar gás na porta do estabelecimento. A confusão com os agentes, porém, começou mais cedo, no centro de São Paulo.
Um líder do Movimento Passe Livre, entidade que organizou o protesto, que se identificou apenas como Marcelo, atribuiu à ação policial o fato do protesto ter fechado por alguns instantes a avenida 23 de Maio. No tumulto, passageiros do terminal Bandeira e da estação Anhangabaú do metrô também foram atingidos pelo gás lacrimogênio disparado pela polícia.
Paulista
Por volta das 21h, agentes da Força Tática e da Tropa de Choque voltaram a ocupar vários pontos da avenida Paulista para cercar os manifestantes. A via voltou a ficar totalmente bloqueada. No mesmo horário, não havia informações confirmadas de feridos ou detidos.
Além do shopping, os estudantes teriam depredado bancas de jornal, vitrines e jogaram lixo pela avenida. A polícia acompanhou a manifestação com helicóptero e disparou bombas de gás lacrimogêneo. Segundo a PM, o grupo chegou a ter cerca de 2.000 pessoas.
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Manifestação
O evento é organizado pelo Movimento Passe Livre de São Paulo, que pretende reduzir o preço das passagens e, ao longo prazo, implantar a tarifa zero. Segundo a página oficial da manifestação, o objetivo é reivindicar, além do aumento, o direito real do uso coletivo do transporte. "Cada vez que a tarifa sobe, aumenta também o número de pessoas excluídas do sistema de transporte", informa o site.
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Ainda de acordo com o movimento, em 2010, cerca de 37 milhões de brasileiros deixaram de usar o ônibus diariamente por não ter dinheiro. "Não ter acesso ao transporte significa não ter acesso à cidade, pois dependemos da condução para ir e voltar do trabalho, escolas, hospitais, visitar amigos etc”.
* Com informações da Agência Brasil
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