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Manifestantes tomam saguão de Secretaria da Segurança em protesto contra mortes de cinco jovens

Grupo que fazia ato na região ocupou o local e exigiu que o secretário descesse para negociar

São Paulo|Giorgia Cavicchioli, do R7

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Manifestantes invadem sede da Secretaria da Segurança
Manifestantes invadem sede da Secretaria da Segurança

Cerca de 100 manifestantes que faziam um ato em protesto contra a mortes de cinco jovens desaparecidos em 21 de outubro, ocuparam, por volta das 19h40 desta quinta-feira (10), a sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Os manifestantes, que exigiam a presença do secretário Mágino Alves Barbosa Filho, ficaram no local por cerca de 40 minutos, quando o Barbosa Filho apareceu.


De acordo com Douglas Belchior, que integrava o grupo que entrou no prédio, após a desocupação, o secretário deixou o local, cercado de policiais, sem dialogar.

O R7 questionou a Secretaria de Segurança sobre o episódio, mas até o momento a pasta não se pronunciou.


Vigília

O ato havia começado por volta das 19h, no Largo de São Francisco. Inicialmente, o protesto seria uma vigília pelas mortes de Robson Fernandes Donato de Paula, de 16 anos, Caíque Henrique Machado Silva, Jonathan Moreira Ferreira, ambos de 18, Cesar Augusto Gomes da Silva, de 19 anos, e Jonas Ferreira Januário, de 30. Várias entidades estavam presentes e se organizaram em falas, pedindo o "fim do genocídio da população negra" e o "fim da Polícia Militar".


Depois dos pronunciamentos, o grupo seguiu em caminhada até a Secretaria da Segurança, que fica na rua Libero Badaró, a poucos metros do Largo de São Francisco. Policiais ainda tentaram impedir a entrada dos manifestantes na sede da pasta, mas não conseguiram. A Tropa de Choque chegou a ser acionada, mas não interveio.

Um novo ato foi marcado para a próxima quinta-feira (17), também no Largo de São Francisco.


O caso

Robson, Caíque, Jonathan, Cesar Augusto e Jonas desapareceram em 21 de outubro, quando iam da zona leste de São Paulo para uma suposta festa em Ribeirão Pires.

Eles foram encontrados no domingo (6) em uma cova rasa na zona rural de Mogi. Os corpos tinham marcas de balas — e um deles foi decapitado. No local foram achados cartuchos de calibre .40 de dois lotes comprados pela PM. A Polícia Civil apura o caso.

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