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Marcola, líder do PCC, é ouvido sobre ameaças a autoridades

Mensagens da facção criminosa, escritas de forma codificada, foram descobertas em cartas com duas mulheres que visitaram presos no local

São Paulo|Do R7

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PAULO LIEBERT

Promotores e delegados de polícia ouviram nesta segunda-feira (17) no presídio de Presidente Venceslau (SP), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital). O criminoso foi questionado sobre planos de ataques a autoridades, mas detalhes do depoimento não foram revelados.

Pelo menos cinco promotores participaram do interrogatório ao detento por cerca de três horas. Eles fazem parte da força-tarefa montada para investigar as ameaças que foram descobertas neste mês por meio de monitoramento de mensagens saídas de dentro do presídio para comparsas dos criminosos.

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Marcola foi ouvido em uma sala da Penitenciária 2, a P2, onde cumpre pena no complexo prisional.

As mensagens da facção criminosa foram descobertas em cartas com duas mulheres que visitaram presos no local. Elas foram escritas de forma codificada, mas o Ministério Público teria decifrado os textos e estaria estudando a transferência de Marcola e de outros líderes para presídios de segurança máxima fora de São Paulo.

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Alvos

Pelo que foi apurado pela promotoria por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), entre as futuras vítimas do PCC estariam o secretário de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, o deputado estadual Coronel Telhada (PP) e o coordenador de presídios Roberto Medina. Todos eles foram avisados sobre a possibilidade de atentados e tiveram a segurança reforçada.

Antes disso, outro plano foi descoberto, dessa vez envolvendo o investimento de R$ 100 milhões em um ataque para libertar Marcola da prisão. O motivo seria justamente a intenção das autoridades de transferir o líder da facção, condenado a mais de 200 anos, para um presídio federal.

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