Marginal Tietê terá três diques para evitar enchentes
Barreiras ampliam em cerca de 25% a capacidade de vazão máxima do rio, segundo o governo
São Paulo|Do R7

Três barreiras de contenção de enchentes serão construídas na marginal Tietê, zona norte de São Paulo, até o fim de dezembro. Um dique ficará na margem direita da ponte da Vila Maria e dois na ponte Aricanduva, um de cada lado, anunciou nesta quinta-feira (12), o governador Geraldo Alckmin (PSDB). As obras, chamadas de pôlderes, são formadas por muros, canais, bombas e áreas verdes para conter as águas em épocas de chuva, como explica o governador.
— O pôlder é uma mureta para o rio Tietê não invadir (as pistas), porque a marginal afunda debaixo da ponte.
Os pôlderes foram prometidos em dezembro como medida antienchente do governo estadual. O prazo inicial era de que ficassem prontos até este mês. As obras devem minimizar os problemas causados durante as chuvas, segundo afirma o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni.
— Com essa proteção, você dá garantia a mais para não parar a marginal.
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Mais quatro pontos da capital terão diques: um na margem esquerda da ponte da Vila Maria e outros três na ponte da Vila Guilherme, ponte do Limão, zona norte, e na Vila Itaim, zona leste. Ainda não há prazo para a conclusão desta etapa.
As novas instalações ampliam em cerca de 25% a capacidade de vazão máxima do rio, segundo o governo estadual. Cada um dos seis novos pôlderes na marginal será equipado com três bombas. Na ponte Aricanduva, a maior das estruturas, o pôlder da margem direita, terá 800 metros e um muro de dois metros de altura. As obras já estão em andamento.
Acordo
Estado e prefeitura assinaram um convênio para a construção do dique da Vila Itaim, que terá um complexo com 2,5 km de ciclovias e um parque dentro do programa estadual de preservação de várzeas do Tietê.
O projeto faz parte das compensações ambientais das obras da Nova Marginal Tietê, que ganhou novas pistas em 2010. O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) fará a desapropriação de 22,7 hectares e as obras no valor de R$ 80 milhões. Os recursos vêm da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).
As obras na Vila Itaim dependem da realocação pela prefeitura de 280 famílias que estão em área de risco em um terreno que inunda com o transbordamento do rio Tietê.
Alckmin não deu prazo para a finalização do projeto, mas disse que espera a contenção das chuvas após pelo menos um ano e meio.
Um investimento semelhante foi feito em 2010 na região do Jardim Romano que, assim como a Vila Itaim, foi alvo de grandes enchentes em 2009 e ficou dois meses alagado. A estrutura funciona no Jardim Romano desde 2011.













