Memorial da Resistência de SP recebe 75 mil por ano
Museu tem objetivo de preservar memória da resistência de brasileiros durante ditadura
São Paulo|Giorgia Cavicchioli e Juca Guimarães, do R7

O Memorial da Resistência de São Paulo, que tem como objetivo preservar a memória de brasileiros que resistiram à ditadura militar no Brasil, recebe anualmente cerca de 75 mil visitantes.
São estudantes, universitários, membros de ONGs e público em geral que levam, em média, uma hora e meia para conhecer o arcervo do memorial sobre a luta dos brasileiros por liberdade.
O museu está instalado no edifício que foi sede, durante o período de 1940 a 1983, do Deops/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo), uma das polícias políticas mais truculentas do País. Lá estão preservados parte dos registros do antigo órgão de repressão. Inclusive há uma cela que foi restaurada e aberta para visitação.
Segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou a fundo o período de 1964 a 1988, a luta de resistência contra a ditadura militar resultou em 434 pessoas mortas ou desaparecidas. Também foram identificados 377 agentes do Estados envolvidos, direta ou indiretamente, com mortes e desaparecimentos durante a ditadura.
O memorial é vinculado à Pinacoteca do Estado de São Paulo e também faz parte de uma rede internacional de sites de consciência, com sede nos Estados Unidos.
Esta rede inclui mais de 200 locais históricos, museus e iniciativas memorial que ligam as lutas do passado com os movimentos de direitos humanos e justiça social de hoje.
Fazem parte desta rede o memorial da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque; o Museum of Women’s Resistance (MoWRe), sobre feminismo e o memorial de Auschwitz, que presta homenagens às vítimas do nazismo.
Para este mês de resistência, que lembra o início da ditadura militar no Brasil, o museu terá uma programação especial. Por exemplo, a inauguração da exposição A Desobediência Civil.
Por meio do programa Ação Educativa, a equipe do memorial promove diversas atividades ao longo do ano, como as visitas guiadas para estudantes da rede pública e particular. Também são organizadas palestras e cursos sobre Cidadania e Direitos Humanos, assim como rodas de conversas com ex-presos políticos.
A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo elaborou um perfil das vítimas da ditadura militar com informações sobre os órgãos de resistência dos quais participavam e as circustâncias da morte ou desaparecimento (clique aqui).
Serviço:
Memorial da Resistência (Entrada Gratuita)
Endereço: Largo General Osório, 66 — Santa Ifigênia (São Paulo/SP)
Telefone: (11) 3335-4990
E-mail: faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 17h30















