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Menina morre ao ser atingida na cabeça por televisor

Família alega que houve negligência médica no atendimento da criança de dois anos

São Paulo|Do R7

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A menina Núbia Godoy de Oliveira, de 2 anos, morreu na madrugada deste domingo (21), em um hospital de Botucatu, interior de São Paulo, depois que um aparelho de televisão de 30 kg caiu em sua cabeça. Ela dormia com a mãe na casa da família em Areiópolis, região de Bauru. Ao acordar no começo da noite de sábado (20), a garota foi ao encontro do pai na cozinha para beber água. Foi quando houve o acidente: a menor se apoiou no rack onde estava o televisor de tubo de 29 polegadas. 

Os pais levaram a filha ao Pronto-Socorro Municipal, mas não havia médico de plantão. Segundo um funcionário do pronto -socorro, a médica terminou o plantão às 19h e foi embora, sem esperar pelo outro médico, que chegou atrasado. Quando a menina chegou, não tinha médico. Uma enfermeira examinou a garota que, segundo a família, sofreu traumatismo craniano.


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Depois, a criança seguiu para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), onde também não tinha médico, como explica o operador de máquinas Vanderbergue Bulhões de Oliveira, de 30 anos, pai da menina


— É um caso de negligência inaceitável, não havia médico e, no Samu, só estavam a enfermeira e o motorista.

Ele lembra que a filha sangrava pela boca e pelo nariz e que "pode pensar em uma ação contra a prefeitura".


Com a vítima a bordo, uma ambulância do Samu foi ao encontro de outra, que transportou Núbia ao Hospital das Clínicas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu. Ela sofreu duas paradas cardíacas, uma na estrada e outra no hospital. O coração parou por 40 minutos. A garota foi reanimada por uma médica, mas não resistiu e morreu pouco depois da meia-noite. 

Os dois médicos e a enfermeira do Pronto-Socorro de Areiópolis, que trabalharam no plantão de sábado, serão afastados até a apuração do caso. Pode haver demissão, segundo o diretor de Saúde municipal, Paulo Godoy. Com exceção dos dois PS, os telefones da prefeitura de Areiópolis estão cortados desde julho por falta de pagamento.

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