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Moradores de ocupação da Brasilândia acampam em frente à prefeitura de São Paulo

Grupo espera conversar com algum representante da administração municipal sobre moradia

São Paulo|Da Agência Brasil

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Cerca de 800 famílias vivem em uma ocupação na Brasilândia, na zona norte da capital, desde abril de 2014
Cerca de 800 famílias vivem em uma ocupação na Brasilândia, na zona norte da capital, desde abril de 2014

Moradores de uma ocupação localizada na rua Augusto do Amaral, em Brasilândia, zona norte da capital, estão desde a noite de quinta-feira (2) acampados em frente ao prédio da prefeitura, como forma de protesto contra a retirada das pessoas do local. O espaço foi ocupado em abril do ano passado por integrantes do movimento FLM (Frente de Luta por Moradia). Os moradores construíram pelo menos 300 barracos de madeira e dez casas de alvenaria, onde vivem 450 famílias, totalizando 800 pessoas.

De acordo com a representante do grupo, Geni Monteiro, a prefeitura tentou retirar os ocupantes da área no último dia 16, mas, devido à dificuldade das famílias de ir para outras moradias, a reintegração de posse foi adiada. Como o terreno pertence à Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo), o grupo espera conseguir conversar com algum representante da administração municipal.


Geni disse que uma liminar autorizou a permanência deles no terreno por mais algum tempo, mas ressaltou que nova reintegração de posse está marcada para o dia 24. Geni Monteiro disse esperar que a prefeitura dê alguma opção para as famílias e adie a reintegração de posse por mais algum tempo.

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— Não esperávamos a reintegração de posse. Eles avisaram em cima da hora e não deram atendimento para as famílias, tirando todos os direitos das pessoas que moram lá e das crianças que estudam em escolas da redondeza.

A prefeitura informou que mantém canal de diálogo com todos os que reivindicam audiências e que deve receber um grupo ao longo da tarde. Geni Monteiro informou, no entanto, que a promessa de uma reunião foi condicionada ao desmonte do acampamento. Os manifestantes dizem que vão continuar acampados até serem recebidos.

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