Morte de criança: laudo diz que não houve vazamento em creche, mas pais afirmam que foram avisados
Menina de quatro anos começou a passar mal depois de sair da escola e morreu horas depois
São Paulo|Do R7, com SP no Ar e Agência Record

A polícia investiga a causa da morte de Yasmin Vitória Leite da Silva, de quatro anos, que começou a passar mal depois de sair da creche municipal Lidia Tomaz em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Um laudo apresentado pela escola diz que não houve vazamento de gás, no entanto os pais de outras crianças confirmam que a instituição de ensino ficou fechada e eles foram avisados do vazamento.
— A professora passou lá em casa informando que não ia ter aula por causa do vazamento de gás.
Uma mulher que faz o transporte de alunos que estudam na creche disse que teve de levar as crianças de volta para casa.
— A própria diretora da creche, o pessoal da creche, disseram que não ia abrir porque tinha tido um vazamento de gás.
Menina de quatro anos morre e família culpa vazamento de gás em creche
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Yasmin morreu as 2h da madrugada de terça-feira. O local onde estão os botijões de gás fica ao lado da cozinha da creche, exatamente em frente à sala na qual a criança estudava. Yasmin começou a passar mal na última segunda-feira (9). Na terça-feira de manhã, várias pessoas que passaram pela creche viram o cartaz e professores avisando sobre o problema do gás.
A policia espera do resultado de exames para saber a causa da morte da criança para fechar a investigação. No boletim de ocorrência, foi registrado suspeita de intoxicação exógena por alguma substância ingerida pela menina. Os funcionários da creche vão prestar depoimento, inclusive a diretora. A mãe já foi ouvida. Núbia Aparecida Leite contou que a filha fazia tratamento de bronquite, mas estava bem nos últimos dias de vida.
Ela não faz acusações, mas está desconfiada da história do gás. A mãe não entende porque avisaram que havia vazamento, colocaram um cartaz e dispensaram os alunos, para depois negarem o problema.
— Olha, eu só quero saber a verdade.
Em nota, a Secretaria de Educação disse que suspendeu as aulas por causa de boatos de vazamento e informou que a primeira perícia foi realizada às 10h de terça-feira por um técnico particular. Ele confirmou que não havia problema. Às 17h, a Defesa Civil fez nova vistoria e conformou que não havia indícios de vazamento.
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