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Morte de menino de 12 anos pode ter motivado incêndio em ônibus na zona leste de SP

Dois coletivos foram queimados durante a madrugada; até o momento ninguém foi preso

São Paulo|Do R7

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O primeiro caso ocorreu na avenida João Batista Santiago
O primeiro caso ocorreu na avenida João Batista Santiago NIVALDO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO

A morte de um menino de 12 anos pode ter sido o motivo do incêndio de dois ônibus no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (11). À 0h20, um homem fez sinal para o coletivo da linha 263C (Jardim Helena — Cohab II) parar em um ponto da avenida João Batista Santiago. Ao estacionar, três indivíduos quiseram entrar pela porta de trás do coletivo. O motorista Anderson Soares tentou fugir, mas foi fechado por duas motos.

Um dos homens que estava em uma das motocicletas apontou uma arma para o condutor, exigindo que ele, o cobrador e os quatro passageiros descessem do ônibus.


— Ele disse que ia botar fogo no carro porque mataram um menino de doze anos no bairro.

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Os homens jogaram no coletivo um combustível que estava em garrafa pet enquanto Soares e os outros eram levados por um dos criminosos para longe do local. Segundo o motorista, os indivíduos tentavam impedir que ele procurasse uma delegacia próxima para relatar o fato. O veículo ficou completamente destruído.

Soares diz correr risco "todos os dias" no Jardim Helena. Ele conta que há duas semanas, também no início da madrugada, um homem entrou no veículo que dirigia para roubar o tacógrafo.


— Está difícil trabalhar nesse horário, o perigo é grande.

O segundo ataque ocorreu às 3h15. Um micro-ônibus foi parcialmente queimado na rua José Elias de Almeida, a poucos quilômetros de onde aconteceu o primeiro incidente. O veículo estava estacionado em frente à casa do motorista, que junto com vizinhos apagou o fogo.

Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível afirmar se há ligação entre os dois casos. O caso foi registrado no 50º Distrito Policial, que não soube informar se houve o assassinato de um garoto, o que teria motivado pelo menos um dos ataques. Ninguém foi preso.

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