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Motoristas da Uber protestam no centro de São Paulo

Grupo de manifestantes se concentrou às 9h30 no Vale do Anhangabaú, na região central da capital. O ato se encerrará na avenida Paulista

São Paulo|Ana Maria Guidi, do R7*, com informações da Agência Estado

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Motoristas caminham no centro da cidade
Motoristas caminham no centro da cidade

Os motoristas da Uber no Brasil que aderiram à greve mundial caminham em protesto na rua da Consolação, região central da cidade, por volta das 11h50 desta quarta-feira (08). Cerca de 50 trabalhadores participam do ato.

O grupo de manifestantes se concentrou às 9h30 no Vale do Anhangabaú, na região central da capital. O ato se encerrará no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista.


Os motoristas de aplicativos protestam contra as taxas cobradas pelas empresas e reivindicam a redução do preço do combustível. "A Uber cresceu, se tornou uma empresa bilionária, está entrando na bolsa, mas o motorista, que é a máquina que move esse sistema, está esquecido", diz Eduardo Lima, presidente da Amasp (Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo).

O sindicato reivindica aumento da tarifa para R$ 10. "Eles alegam que se aumentar a tarifa, cai a demanda. Mas faz três anos que não temos aumento. O passageiro já deixa até gorjeta", diz Lima. Outra reivindicação é para aumentar a transparência nos casos de exclusão de motoristas dos aplicativos.


A greve começou na madrugada desta quarta-feira (8) e está prevista para terminar às 23h59 de quinta (9).

Estados


Segundo Lima, associações de outros Estados do Brasil como Rio, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Espírito Santo e Ceará também convocaram os motoristas para a greve desta quarta-feira.

No Rio, o presidente de uma das entidades, a Ampa-RJ (Associação de Motoristas Particulares Autônomos do Rio de Janeiro), diz que a convocação também é para que os motoristas desliguem os aplicativos por 24 horas. "Não estamos sugerindo carreata", avisa Denis Moura. Segundo ele, será respeitado o direito de motoristas que optarem por trabalhar.


Pelo mundo

Nos Estados Unidos, algumas organizações pediram greve de 24 horas, mas a Aliança de Trabalhadores de Táxis de Nova York pediu aos motoristas que parassem apenas entre as 7h e as 9h. Foram convocados motoristas de aplicativos como Uber, Lyft, Via e outras plataformas.

Não está claro quantos condutores participam da greve - também houve convocatórias em cidades como Los Angeles, Filadélfia, Boston e Washington. Um protesto similar é esperado também em Londres, no Reino Unido.

*Com informações da Agência Estado

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