Motoristas e cobradores desistem de greve, mas Metrô deve parar em SP
Trabalhadores reivindicavam melhorias trabalhistas; metroviários querem aumento salarial
São Paulo|Do R7

Após realizar dois protestos nesta semana, com paralisações do serviço de transporte público municipal, motoristas e cobradores desistiram de dar prosseguimento aos atos e anunciaram ter aceitado a proposta das empresas de ônibus, cujos detalhes não foram divulgados. A rotina de passageiros da capital, no entanto, deve voltar a ser alterada na próxima terça-feira (24), quando os metroviários prometem cruzar os braços durante todo o dia.
Os motoristas e cobradores de ônibus da capital reivindicavam aumento real de 5% no salário, reajuste do tíquete refeição de R$ 19 para R$ 25 e participação nos lucros de R$ 2.000 — o dobro do valor pago no ano passado. A pauta também incluía convênio odontológico gratuito, seguro de vida e auxílio funerário. Já a proposta inicial das empresas de transportes havia sido de reajuste salarial de 2,31%, abaixo da inflação, e do tíquete refeição.
Durante a negociação, os trabalhadores pararam por 2 horas na quarta-feira (18), afetando cerca de 1,5 milhão de passageiros no período, segundo estimativa da prefeitura. Na quinta-feira (19), eles voltaram a iniciar uma manifestação, interrompendo o serviço por cerca de 1 hora, quando foi anunciado a interrupção do ato. Em assembleia nesta sexta-feira (20), a classe decidiu aceitar a proposta do SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) e anunciou que a negociação foi encerrada com sucesso.
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