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MP abre inquérito de improbidade contra secretário de Meio Ambiente

São Paulo|Do R7

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O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito de improbidade administrativa contra o secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, e duas funcionárias da secretaria por possível interferência no processo de elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea do Rio Tietê.

O plano, aprovado no último dia 31 de janeiro no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), sofreu alterações na minuta e em mapas que modificaram o zoneamento da área protegida, deixando parte dela mais permissiva a atividades industriais e minerais. Segundo a investigação, essas alterações foram feitas sem nenhuma justificativa e houve pressão para que ficassem despercebidas.

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O MP citou uma testemunha que relata a pressão. De acordo com o promotor Leandro Leme, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema)/Cabeceiras, que concedeu uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 17, esta testemunha acabou cumprindo a ordem, mas deixou claras as mudanças, apontando com legendas e sinalizando com outras marcações gráficas as mudanças.

Depois disso, porém, as funcionárias voltaram a pressionar para que esses destaques fossem retirados, de modo que as alterações passassem batidas.

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Em alguns dos mapas mostrados por Leme, há acréscimo de zonas mais permissivas em áreas onde já havia atividade industrial, como em Suzano, na Grande São Paulo.

O promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público e Social, entrou no caso na última quarta-feira, 15, e instaurou um inquérito civil para apurar atos de improbidade administrativa das duas funcionárias e de Salles.

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