MP de SP terá de informar saída de fóruns em 48 horas
Presidente do Tribunal de Justiça de SP quer desalojar 522 promotores de prédios do Estado
São Paulo|Do R7
A crise entre o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de São Paulo, que pretende desalojar 522 promotores e 1.290 servidores de 58 prédios forenses no Estado, ganhou um novo capítulo. Em despacho emitido na noite desta quinta feira (25), o juiz conselheiro José Guilherme Vasi Werner, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), marcou para o dia 6 de maio uma audiência na qual ficarão frente a frente o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, e o presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori.
Vasi Werner, que nesta sexta feira participou de evento promovido pela Escola Paulista da Magistratura e da Associação Paulista de Magistrados, pretende "colher melhores informações sobre a controvérsia e viabilizar possível acordo entre as instituições". Ele decidiu convocar o encontro entre os chefes dos dois poderes após examinar representação de Elias Rosa, que insurgiu-se contra o desalojamento dos promotores.
Em seu despacho, Vasi Werner, que é juiz de carreira, fez uma solicitação que causou preocupação entre promotores e procuradores. O conselheiro quer que o Ministério Público, em 48 horas, apresente "informação a respeito da existência de cronograma de desocupação das áreas a ele afetadas nos prédios forenses, apresentando no mesmo prazo o próprio cronograma". Promotores argumentam que esse trecho do despacho do conselheiro indica um suposto "pré-julgamento".
Vasi Werner pediu ao TJ que, também em 48 horas, entregue "informação pormenorizada sobre os espaços e suas respectivas dimensões, que planeja manter em poder do Ministério Público".















